Prefeitura está em dívida com a população: reinauguração da maternidade do Paulino Werneck, prioritária para os moradores, fica só nas promessas vazias

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Cerca de 2.500 bebês, filhos de moradores da Ilha do Governador, nascem por ano no município do Rio de Janeiro. Mas nascem em maternidades localizadas muito distantes da nossa região, colocando em risco a integridade tanto deles próprios como de suas mães.

É inconcebível que a Ilha do Governador esteja há tantos anos sem uma maternidade, já que a do Paulino Werneck foi desativada pela Prefeitura quando foi inaugurado o Hospital Municipal Evandro Freire, uma medida totalmente sem sentido e perversa, até porque o Evandro não possui serviço de maternidade ­ afirma o ex­-conselheiro do Tribunal de contas do município, José Moraes.

Entretanto, na gestão do Marcelo Crivella, José Moraes e alguns amigos, também lideranças políticas do bairro, conseguiram convencer o Prefeito a reabrir a maternidade no mesmo local antigo, o hospital Paulino Werneck. O médico Marcus Guedes foi nomeado diretor desse hospital e só aceitou o desafio com a condição de que a maternidade voltasse a funcionar. Ele foi um dos médicos que mais se empenharam pela construção da maternidade no hospital Paulino Werneck. Ao lado do conselheiro José Moraes, do Deputado Federal Dr. Luizinho e de Guilherme Mayer, participou de inúmeras reuniões, inclusive oficiais, com o Prefeito Marcelo Crivella, explanando seu ponto de vista quanto à urgente necessidade de construção e ativação da nova maternidade. Com o posterior abandono do projeto pela atual gestão à frente da Prefeitura, comentou diversas vezes com o conselheiro José Moraes o seu desencanto, dizendo ser um verdadeiro absurdo tão importante projeto ter sido interrompido.

Entretanto, na gestão de Crivella só foi possível se fazer grande parte das obras físicas. Com a posse de Eduardo Paes, os trabalhos não andaram ­ e nada mais foi realizado nesse sentido, apesar de todas as promessas feitas.

Wagner Victer, antigo morador do bairro e que participa de todos os movimentos em prol do desenvolvimento da região, disse ao jornal GOLFINHO que “foi um absurdo total que o Paulino Werneck tenha sido desativado quando se inaugurou o Evandro Freire e até hoje a sua prometida retomada como maternidade esteja sendo procrastinada, já que as obras continuam em total abandono”. E assegura:

­É inegável que, desde 2007, coma implantação da UPA 24 horas da ilha, depois transformada pelo então Secretário de Saúde, pelo Estado, Dr. Luizinho, em UPA Pediátrica, a Ilha passou a ter uma maior oferta de aparelhos públicos voltados ao suporte da saúde. Mas é totalmente inconsequente acharmos que não se pode imediatamente colocar o Paulino Werneck em funcionamento como maternidade, o que virou efetivamente não uma obra de hospital, mas sim uma ‘obra de igreja’, o que é uma reclamação quase que geral na Ilha do Governador.

Dr. Luizinho sugere que se faça a transferência da maternidade do Município do Rio para o Estado

O Deputado Federal Dr. Luizinho afirmou ao Jornal GOLFINHO que, caso a Prefeitura do Rio não leve à frente a reinauguração da maternidade, o que, aliás, seria uma obrigação dela, ele pretende levar ao Governador Cláudio Castro a ação para estadualizar o Paulino Werneck, transformando ­o no Hospital de Atendimento à Mulher e inclusive maternidade.

Wagner Victer disse concordar com essa solução:

­Todos da ilha temos de estar juntos nisso, até porque é uma coisa que atende especialmente a mulheres carentes e o futuro do nosso bairro, que tem uma população superior a 250 mil habitantes, maior, portanto, do que a grande maioria dos municípios do Estado do Rio de Janeiro.

José Moraes, enquanto conselheiro do Tribunal de Contas do Município, recebeu várias solicitações dos moradores da Ilha para que desse continuidade à reativação da maternidade. Inclusive seu assessor à época, Guilherme Mayer, que é morador da Ilha e nasceu no Paulino Werneck, trabalhou nesse sentido:

­Acompanhamos o movimento popular de reabertura do Hospital Maternidade Paulino Werneck, junto com outros moradores e amigos. A obra foi praticamente finalizada ­ faltam apenas alguns detalhes ­ e a estrutura do hospital encontra­-se praticamente pronta. Procuramos, em nome do então conselheiro do TCM José Moraes, a ajuda do Prefeito Marcelo Crivella, que nos falou do alto custo da obra e nos passou a missão de tentar reduzir o custo da obra.

Com muito trabalho e a ajuda de alguns amigos, principalmente do então Secretário de infraestrutura, Sebastião Bruno, também morador da Ilha, conseguimos reduzir, em muito, o custo da obra. Com a baixa do valor, nascia aí a tão sonhada reabertura do Hospital Maternidade Paulino Werneck. Foram meses de obras, que, infelizmente, foram paralisadas bem próximo ao seu término, por conta principalmente da pandemia da covid­19. Por que a atual administração não terminou o pouco que faltava? Não sei dizer. Seria leviano apontar as causas da não continuidade das obras, mas posso afirmar que falta muito pouco ­- disse Guilherme Mayer.

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