Pioneirismos

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Em várias ocasiões a Ilha do Governador foi pioneira em assuntos ligados à aviação. Apenas cinco anos após o primeiro voo do mais pesado que o ar em 1906, por Santos Dumont, Edmound Plaucht participou de um concurso promovido pelo jornal “A Noite”, em que os concorrentes deveriam percorrer de avião, o trajeto do Centro da cidade até a Praia do Zumbi.

A aventura, interrompida bruscamente pela quebra da hélice de madeira, nas proximidades da Ilha Dágua, durou oito minutos. Plauchut foi recolhido por embarcações e o avião rebocado para a praia, mesmo assim recebendo o prêmio de 10 Contos de Réis, uma verdadeira fortuna naquela época.

Em 1913 a Ilha do Governador recebeu nova visita de um aviador ilustre. Desta vez foi o piloto norte-americano McCulloch em seu hidroplano “Curtiss”, baseado na Ponta da Ribeira, onde havia sido construído um hangar. Alguns voos de demonstração foram realizados nas proximidades da Ilha do Governador.

Não resistindo a participar de uma aventura inédita, o então Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca chegou à Ponta da Ribeira, a bordo da lancha “Olga” para participar de um voo de 18 minutos sobre a Baía de Guanabara, cabendo-lhe a honra de ter sido o primeiro Presidente da República a embarcar em um avião.

A primeira empresa aérea com voos internacionais se instalou na Ilha do Governador em 1918, com a instalação da “Societá Italiana de Transporti Aerei”, que registrou no brasil uma subsidiária com o nome de Sociedade Ítalo–Brasileira de Aviação, cujos hangares, construídos em lona, ficavam situados à Praia de São Bento, no Galeão. A empresa manteve voos experimentais entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, mas devido a um acidente ocorrido em Santa Catarina com um ”Macchi M-9”, o governo não concedeu a autorização para a prestação de serviços, fazendo com que a empresa encerrasse as atividades.

Durante o tempo em que a empresa esteve em atividade o piloto Mário Quaranta realizou vários voos entre o Rio de Janeiro e cidades da região Sul do brasil, partindo da Ilha.

Quanto a construção de aeronaves, a Ilha do Governador manteve seu pioneirismo, com a inauguração da Fábrica do Galeão em junho de 1939 e o início da montagem dos aviões FW 44 “Stieglitz”, sob licença da empresa alemã Focke-Wulf. Foram construídos ao todo 40 aviões, em dois lotes de 20 unidades. Devido a dificuldades provenientes do inicio da II Guerra Mundial o projeto foi interrompido, sendo retomado em 1941, sob o comando da Aeronáutica, com a montagem dos aviões norte-americanos Fairchild.

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