O Dia das Mães, a queda no número de recém nascidos e a Covid-19

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O Brasil todo comemorou, no segundo domingo de maio, o tradicional Dia das Mães. A figura mais venerada da família recebeu as homenagens e o carinho de praxe, como reconhecimento ao seu desvelo, dedicação e amor. Mas, sem dúvida, foi uma comemoração diferente. Em alguns lares não havia clima para festejos – em função de a própria mãe ter falecido, vítima da Covid-19, ou algum filho, marido, etc.

Diferente também porque, com a recomendação rígida, por parte das autoridades sanitárias, de que devemos todos evitar aglomerações, o quorum dos parentes reunidos diminuiu. E também a forma. Sim, os restaurantes receberam, como de costume, grande número de clientes. Porém, um número menor do que costuma acontecer nessa data. Muitas famílias evitaram o fluxo e contrafluxo de pessoas nas ruas, nos estacionamentos, nos corredores de shoppings, em restaurantes. Todo esse sacrifício, em nome da preservação da saúde de todos e para conseguir diminuir drasticamente o número de contaminados e de óbitos.

Muito se tem falado nesse “novo normal”. Que ninguém sabe bem ainda como será, quanto tempo durará, no que redundará, etc. Mas o certo é que a sociedade, no mundo todo, tem se preocupado em enfrentar a doença e se adaptar às inúmeras
mudanças.

Pode soar curioso… mas os caros leitores sabem, que, de maneira geral, diminuiu o número de chás de bebês? Agora, uma grande parte deles não é mais presencial – e sim pela internet. Aliás, tem diminuído também o número de nascimentos. no Brasil, de janeiro de 2020 a janeiro de 2021, houve uma queda de 15% no número de partos. É uma quantidade bem expressiva, a maior da história, o que reflete bem a preocupação da sociedade em gerar filhos nesse clima de incerteza e medo que a pandemia nos trouxe. Dos 26 Estados brasileiros, apenas rondônia registrou um pequeno crescimento nesse periodo. Em janeiro de 2020, ainda no início da pandemia, nasceram 244.974 bebês em todo o Brasil; em janeiro de 2021, o número caiu para 207.901 bebês, segundo dados dos cartórios. Outro dado: de março de 2020 até janeiro
de 2021, o total de crianças nascidas no Brasil foi de 2,3 milhões.

Na verdade, o próprio Ministério da Saúde, como medida de prevenção, tem aconselhado às mulheres, principalmente as mais jovens, a adiar o sonho da gravidez, até que se tenha uma melhora sensível nesse quadro da Covid-19.

A Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, através do ginecologista Raphael Parente, seu diretor, tem orientado esse cuidado: “A gravidez é, por definição, uma condição que favorece as tromboses, que são formações de coágulos no sangue. A Covid-19 também tem esse mesmo problema, o que pode tornar a doença ainda mais perigosa durante a gravidez”.

Assim, tudo que cerca a saúde da mulher grávida tem rendido uma atenção especial. As grávidas brasileiras são consideradas um grupo prioritário no tocante à campanha de vacinação, principalmente se tiverem alguma comorbidade. Entre as principais se encontram as gestantes com diabetes, hipertensão arterial crônica, obesidade, asma brônquica, doença cardiovascular e doenças renais crônicas.

Após todos esses dados, a título de informação, quero, mesmo com um pequeno atraso, em vista da circulação do jornal, deixar registrado o meu enorme apreço por essa figura extraordinária, homenageando todas as mães do Iate e da Ilha do
Governador, em especial minha esposa Viviane.
Tenho muita fé que em maio de 2022, ao saudá-las aqui novamente, o panorama já será outro, muito mais otimista.

Com um fraternal abraço,
JOSÉ DE MORAES
Comodoro

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