A Palavra do Comodoro

E o Brasil inteiro volta às aulas…

Pronto. As férias acabaram… e, de norte a sul, de leste a oeste, ocorre o que a opinião pública já se acostumou a chamar de “volta às aulas”. Aqui mesmo no Iate Clube Jardim Guanabara dezenas de escolinhas esportivas voltarão à ativa, com nossos dedicados professores transferindo para nossos sócios – crianças, adultos e
da terceira idade – todo o conhecimento que detêm.

Das creches ao Ensino Médio, segundo o Censo Escolar do MEC, são 47,8 milhões de alunos; de universitários, temos 7,3 milhões.
São números gigantescos, maiores do que o total de população de muitos países, por exemplo.

E, nesse universo de estatísticas, podemos fazer inúmeros cortes, seja dos que estudam em instituições públicas ou particulares, em sistema presencial ou a distância. Esse último, inclusive, vem crescendo ano a ano: pelas últimas estimativas, o número de alunos que estudam sem precisar ir às escolas já chega a 9 milhões de pessoas. Na Educação Infantil, que abrange creches e pré-escolas, já temos 8,7 milhões de matrículas.

É óbvio que, quanto mais instruído for um povo, mais desenvolvido será o seu país; mais e melhores oportunidades de emprego surgirão; e as desigualdades sociais serão menores, visto que as oportunidades serão para quase todos.

No Brasil, principalmente nas periferias das grandes metrópoles e em cidades carentes do interior, infelizmente a única refeição que uma criança ou jovem faz por dia é aquela fornecida pela escola. A pergunta inevitável que surge é essa: “Como uma criança subnutrida tem condição de aprender alguma coisa? Como uma criança que percorre quilômetros de sua casa para a escola, a pé, de caminhão, de canoa, de ônibus caindo aos pedaços… como essas crianças conseguem aprender?”

Infelizmente, a imprensa noticia que o Brasil ocupa os últimos lugares nos rankings internacionais de educação. Grande parte do nosso estudantado faz parte daquilo que os educadores chamam de analfabetos funcionais. São incapazes de interpretar um texto corretamente e não dominam as quatro operações. É óbvio que isso se deve também à implantação, nos últimos anos, de uma ótica pedagógica totalmente equivocada, a métodos tão revolucionários quanto ineficientes, à doutrinação ideológica, à daninha
teoria do “o aluno tem que ser aprovado e passar de ano, mesmo que nada tenha aprendido”.

O atual Ministro da Educação, com sua equipe, está dando uma guinada radical nessa malfadada trajetória. Com todo o apoio do Presidente Bolsonaro, tem se esmerado, com muito sacrifício, para corrigir essas maléficas distorções e colocar o ensino novamente no trilho. Assim, não são poucos os detratores de seu trabalho sério, infelizmente. Cabe, portanto, à sociedade produtiva e do bem, hipotecar sua solidariedade a ele. Ministro, estamos ao seu lado!

JOSÉ MORAES
Comodoro