A criança será, sempre, o futuro de um país

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Neste próximo dia 12 de outubro será comemorado, em todo o país, mais um Dia da criança. Da mesma forma que temos o Dia das mães e o Dia dos Pais, no Brasil existe também uma data especial para celebrarmos a existência desse ser tão maravilhoso, tão indispensável, tão celestial como a criança. Mas a criança brasileira não tem só uma data para chamar de sua. Ela também é protegida pela existência da lei número 8.069, mais conhecida como ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), promulgada em 13 de julho de 1990. Portanto, os direitos e prerrogativas das crianças brasileiras estão amparados também por uma lei de abrangência nacional, o que é muito bom.

Indiscutivelmente, as crianças sempre serão o futuro de um país. É nelas que as gerações que administram a nossa pátria, nas diferentes escalas, depositam as mais férteis esperanças na construção de um mundo melhor. Isso porque as crianças são puras, autênticas, sinceras, sempre bem intencionadas. E, muitas vezes, de uma inocência emocionante. O desenrolar do tempo, com a chegada ao mundo adulto, é que tira desses pequenos seres fantásticos aquela imaculada aura de pureza. Quem de nós não já ouviu – ou já não falou – aquela famosa frase “Você já não é mais criança!”, como que a lembrar ao interlocutor que o tempo passou, que já não lhe são mais permitidos certos direitos, certos desejos, certos comportamentos? mais cedo ou mais tarde, todos nos convertemos em adultos, todos temos que assumir nossas responsabilidades, obrigações com o próximo, com a sociedade, com as instituições, etc.

Mas, enquanto elas são crianças, há que existir, principalmente no relacionamento em família, na escola, no trabalho, com os amigos e vizinhos, o amor, a tolerância, a compreensão, o perdão. Afinal, “Todos nós já fomos crianças” é outra frase muito empregada, e com absoluta correção, para justificar compreensão com pequenas escorregadelas, falhas, etc. É claro que não se defende aqui a permissividade absoluta, a concessão de um passaporte de vale-tudo, o passar a mão na cabeça de transgressões graves. O bom senso e a maturidade devem nortear, sempre, as nossas atitudes educadoras.

Além de mim, meus amados pais tiveram mais três filhos: luiz, lúcia e marcos, meus queridos irmãos, de quem guardo as melhores lembranças de nossa infância e adolescência felizes e a quem devoto um amor muito profundo. como pai, tive a felicidade de ter 10 filhos, que multiplicaram a minha alegria de viver, de conviver, de me deliciar com suas ingenuidades, travessuras, emoções diversas, descobertas, com seus sentimentos de amor e de solidariedade.

Posso dizer, de cadeira, que a fase criança é realmente a mais rica de todas as fases na vida de um filho. Não consigo aceitar e entender, de forma alguma, que uma criança seja vítima de maldades, por parte de quem quer que seja. Infelizmente, o que a mídia tem nos mostrado, com uma infeliz repetição, país afora, é que muitas crianças sofrem demais com o abandono, ausência paternal ou maternal, egoísmo, desleixo e até mesmo falta de amor. E, numa escala ainda mais repugnante, ficamos sabendo de crianças espancadas brutalmente, seviciadas, abusadas sexualmente e até assassinadas – infelizmente, muitas vezes, por parte dos próprios pais – ou com a omissão irresponsável deles.

Aos diversos níveis da administração governamental – municipais, estaduais e federal -, tanto no que concerne ao Executivo como também aos Poderes legislativo e Judiciário, compete zelar com muita responsabilidade para assegurar às crianças – sejam elas filhos de famílias pobres ou abastadas – uma oferta de políticas públicas condizentes com as necessidades dos nossos extratos sociais, tanto no campo da saúde como nos da educação, segurança, cidadania. Às famílias cabe prover principalmente o amor, o afeto, a demonstração de interesse, cuidados, a segurança alimentar, mas também a boa educação, a transmissão dos valores familiares e religiosos, os cuidados com a saúde, a vacinação, a segurança, a vigilância quanto ao relacionamento com o mundo exterior – principalmente no ilimitado e desconhecido mundo da internet. O ideal, logicamente, é que os pais possam satisfazer os desejos de seus filhos, mas que também tenham inteligência e firmeza para dizer não em algumas ocasiões.

Bem… estando às vésperas de mais um Dia das crianças, quero finalizar relembrando e endossando aqui um pequeno trecho de uma célebre música feita em homenagem às crianças, há muitas décadas, mas que se imortalizou… e que, nas vozes de Francisco Alves, do palhaço carequinha e nas de outros cantores, invocava:

“Oh meu bom Jesus/Que a todos conduz/Olhai as crianças/Do nosso Brasil…”

JOSÉ MORAES
Comodoro

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