A criança de ontem e a criança de hoje: claro que há diferenças… Mas são todas elas maravilhosas

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Dia 12 de outubro é o Dia das Crianças, aqui no Brasil. E outubro, por extensão, o mês das crianças. Existem criaturas mais apaixonantes do que as crianças? Mais inocentes, ingênuas, sinceras e cativantes do que elas? Certamente aquelas pessoas mais idosas despertam em todos nós um sentimento de carinho, de respeito por tudo o que já viveram, pela grande experiência de vida e pela contribuição que deram às famílias e à Nação.

Mas as crianças… Ah, as crianças nos cativam de tal maneira, impossível de explicar, que são líderes absolutas no quesito “encantamento”.
As crianças… Ah, as crianças nos fazem lembrar de que também já fomos crianças… e na verdade ­ deixem-me abrir aqui um parêntesis ­, muitas vezes temos, nós adultos, sentimentos e reações típicas de uma criança também.

As crianças… Ah, as crianças, de todas as gerações, são muito inteligentes, percebem logo a devoção com que pais e avós as tratam, e, como todo ser humano, sabem tirar partido disso.

É muito comum lermos e ouvirmos histórias de pais e avós que começam sempre com a expressão “No meu tempo…” E, normalmente, narram histórias e situações em que as crianças não tinham tantos benefícios, tantos caprichos satisfeitos, tantas oportunidades. Épocas em que, por uma série de circunstâncias, os bisavós, avós e pais tinham que se desdobrar para conseguir satisfazer a própria vontade, de dar aos seus filhos uma vida melhor do que tiveram. E aí, carregavam consigo uma vontade férrea: “Hei de fazer com que meu filho tenha uma vida muito melhor do que a minha”.

Alguém, em sã consciência, poderá dizer que estavam errados? Será pecado querer dar aos filhos uma vida com mais conforto, melhor educação e saúde… e mais conquistas do que eles próprios tiveram? Claro que não.
O perigo, no entanto, é o excesso. O segredo, já disseram alguns filósofos, está no meio termo.

Eu falo sobre esse assunto com muito conhecimento de causa, pois sou pai de 10 filhos: o mais velho, Marcus, engenheiro e empresário, com 46 anos; e a mais nova, Thayla, com apenas dois anos. Assim, reparo muito na diferença de comportamento entre meus primeiros filhos, das décadas de 80 e 90, com os filhos mais novos, desta geração. Esses mais novos parecem que são verdadeiros computadores! A Thayla, de dois anos, consegue acessar, no celular, sozinha, o desenho a que quer assistir; o Cauã, de 10, entra em todos os jogos que estejam disponíveis na internet. Essa tecnologia é realmente fantástica ­ e parece que essas crianças atuais já vieram ao mundo com cérebros programados para interagir com isso com a maior naturalidade.

Hoje já existem psicólogos e terapeutas advertindo que, em alguns casos, essa dependência excessiva da informática pode ser considerada um vício ­ e, assim sendo, algo negativo. Crianças de 4 a 12 anos, por exemplo, ao invés de estarem no colégio, em algum clube, praticando esporte, passam a ser prisioneiros da informática. Eu me preocupo muito com isso. Se nós, pais, para, hipoteticamente, não perdermos o amor de nossos filhos, acabamos permitindo que eles transitem só nesse mundo, estaremos cometendo um gravíssimo erro.

É claro que essas decisões têm de ser muito bem pensadas ­ e, de preferência, com um consenso formulado entre os pais, pediatras e psicólogos. Oferecer opções interessantes, para que as crianças percebam também o mundo fantástico, real, que nos cerca, é uma boa ideia. Nos últimos anos, no Iate Clube Jardim Guanabara, vimos nos dedicando a criar mais espaços específicos para o lazer, escolinhas esportivas e a vivência das crianças. Sempre tivemos muitas escolinhas de modalidades diversas para elas, mas ultimamente temos focado no contato com a Natureza, com o ar puro, o verde, os animais. Além dos parquinhos infantis, criamos também o de arvorismo, para crianças não tão pequenas, e, mais recentemente, a Fazendinha do Iate. Nesses momentos, pelo menos, elas desgrudam dos celulares e computadores. Nessa fazendinha, levadas por avós, pais ou tios, as crianças têm contato com animais que, muitas vezes, nunca tinham visto antes. São marrecos, patos, gansos, galinhas e perus, muitos deles importados, pássaros e coelhinhos, tudo essa diversidade animal emoldurada pelo lindo verde da mata e a beleza da baía de Guanabara, um cenário perfeito que Deus criou para que nós desfrutássemos.

Resumindo: sim à tecnologia, sim à internet. Mas com necessários limites, razoáveis limites, humanos limites… para que nossas crianças aprendam e se divirtam, mas sem que sejam robotizadas. Beijos para a garotada!

JOSÉ DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro

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