Política

Vereador Eduardão quer lutar para melhorar a qualidade de vida na Ilha

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Nascido em 18 de maio de 1972, Eduardo Anderson do Nas­cimento, o Eduardão, viu na polí­tica uma forma de ajudar o próxi­mo e a combater a desigualdade social. Criado em Manguinhos, ele sobreviveu às dificuldades da vida e começou a trabalhar como empacotador aos 13 anos. Eleito Vereador em 2012, Eduardão é o atual Presidente da Comissão Permanente de Esporte e Lazer e já possui 13 leis aprovadas. Morando atualmente na Ilha, ele quer lutar na Câmara para pro­porcionar uma qualidade de vida melhor para os insulanos .

Jornal GOLFINHO: Por que re­solveu seguir a carreira política?

Vereador Eduardão: Um fato foi decisivo para que eu me candidatasse foi que, em 2009, assumi o cargo de Supervisor Regional da Zona Norte, pela Secretaria de Estado de Governo, dando início à minha atuação dentro dos bairros daquela região, inclusive na Ilha. Como Supervisor Regional, parti­cipei das negociações necessárias à desocupação das áreas de risco, em Manguinhos, tratando da ques­tão do remanejamento dos mo­radores para habitações do PAC, e também das áreas onde hoje estão o Teleférico do Alemão. Ter trabalhado como mediador entre as comunidades e os órgãos com­petentes foram aspectos que des­pertaram minha vocação política. Essas práticas, mais a experiência de ter morado em comunidade, deram-me um conhecimento real das necessidades de quem vive em áreas carentes e, ainda, me capacitaram para a luta e atuação como Vereador.

Nesta ocasião, participamos de ações do Governo na Ilha, como vistoria e levantamento de ne­cessidades das escolas estaduais, acompanhamento do processo de climatização no Colégio Esta­dual Prefeito Mendes de Moraes; vistoria do Programa “Água para todos”, no Dendê, e a colocação em funcionamento do reservató­rio do Barão, que praticamente eliminou a falta d’água no Bancários, Praia da Rosa e Freguesia; apoio e participação de limpeza na Praia da Bica, para a eliminação da língua negra. Como Vereador, além da Praia da Bica, apoiamos e participamos do mutirão de limpe­za nas praias da Engenhoca e da Bandeira, e do mutirão de limpeza no mangue do Parque Royal e do Corredor Esportivo.

 Há quanto tempo mora na Ilha e por que escolheu esse bairro para fixar residência?

O sonho era muito antigo, pois ain­da criança e morador de Manguinhos, sempre vinha tomar banho na Praia da Bica. Na função de Supervisor, tive um contato maior com a Ilha e seus moradores, ao fazer o levantamento de problemas e colher as demandas dos insula­nos. Aqui fiz muitos amigos, em especial o Wagner Victer, Presiden­te da Faetec, que me incentivou a me mudar para a Ilha. Estou feliz por minha família estar neste bair­ro, bastante familiar, com opções de lazer e que recebe, a cada ano, melhorias, com transportes mais eficientes. Sabemos que há muito por fazer e, como Vereador, estou me empenhando e vou continuar buscando melhoria da qualidade de vida para os insulanos.

 Como resumiria sua produção parlamentar até o momento?

Números não expressam, quase nunca, o volume e a importância de um trabalho, mas são, de mi­nha autoria, 46 Projetos de Lei já apresentados, 13 leis aprovadas, 351 indicações ao Poder Executivo e 28 ações sociais. Sou um incenti­vador das atividades educacionais, esportivas e culturais porque sei da importância desses meios para o desenvolvimento social, melhoria da qualidade de vida e resgate da cidadania.

 Que leis de sua autoria tiveram como foco a Ilha?

É de minha autoria a Lei 5862/2015, que deu o nome de Nílton Santos (1925-2013) à Vila Olímpica da Ilha do Governador. Uma homena­gem ao maior lateral esquerdo de todos os tempos e que residiu na Ilha por muitos anos. É também de minha autoria a Lei 5954/2015, que declara a Feirinha do Cocotá como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio de Janeiro.

Além dessas leis, já em vigor, tenho Projetos de Lei (PL) que desejo ver aprovados o mais rápido possível. Devido ao relevante valor histórico, cultural e paisagístico da Pedra da Onça, apresentei o PL 1418/2015, que tomba o conjunto composto por rocha e escultura, localizado na Praia do Bananal. Também fiz um projeto que tomba as palmeiras im­periais, no Jardim Guanabara, por seu valor histórico e paisagístico.

Sabemos que é função de um Vereador fazer indicações ao Poder Executivo, a fim de so­lucionar problemas e atender às demandas da população. O Vereador fez alguma indicação visando a Ilha do Governador?

Sim, há inúmeras indicações já apresentadas, como exemplo a Indicação Parlamentar 4774/2015, que solicitava a implantação da Academia Popular ao Ar Livre, em Tubiacanga. Esta academia já foi inaugurada e proporciona uma melhor qualidade de vida para os moradores da área. Ainda com o objetivo de atender às necessida­des dos moradores de Tubiacanga, encaminhei à Prefeitura três indi­cações parlamentares que tratam da reforma do campo da comuni­dade, da instalação de uma ciclovia com cerca de sete quilômetros e da revitalização (asfaltamento, sinalização, acostamento e ilumi­nação) da Estrada de Tubiacanga. Aguardo, ansioso, a resposta à indicação de implantação do Bair­ro Maravilha, na Praia do Rosa, e da instalação de uma unidade da Faetec.

 Além das leis e indicações, que outras atividades legislativas exerce na Câmara à frente da Comissão de Esporte e Lazer, a qual o senhor é Presidente?

Realizei inúmeras ações, entre as quais o apoio à segunda edição dos Jogos Cariocas de Verão, na Praia da Bica, em dezembro de 2015, quando foram disputadas partidas de beach soccer, futevô­lei, vôlei de praia e beach tennis, e ao Ilha Top Fitness, que acon­teceu no Iate e reuniu diversas modalidades esportivas. Também apresentei o Projeto de Lei Ilha Top Fitness, para inserir a data do evento Top Fitness, realizado na Ilha do Governador, no calendário oficial da Cidade do Rio de Janei­ro. Dei apoio à atleta insulana Bárbara Barbosa, atleta de jiu-jítsu e moradora da comunidade do Dendê. Solicitei também ao Poder Executivo a melhoria de quadras esportivas. Fiz visitas às 21 vilas olímpicas, para fiscalizar o funcionamento, as atividades desempenhadas, o cumprimento das exigências estabelecidas em contrato entre a Prefeitura e as Organizações Sociais, e a satis­fação do usuário, dentre outros aspectos, e apresentei Relatório de Vistoria, que foi publicado no Diário da Câmara.

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