Obituário

Velho do Rio

LUTO

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A Ilha do Governa­dor perdeu em maio o escultor Narciso Alves Bezerra, mais conheci­do como Velho do Rio, aos 88 anos. Morador do Boogie-Woogie, ele começou a criar pe­ças usando fios de telefone e de outros eletrodomésticos que ele recolhia nas ruas, contribuindo, assim, para o ecossistema. Seu acervo totaliza mais de 300 obras, a maioria de animais da Mata Atlântica.

Entre os destaques de sua obra estão um tubarão de 1,90 me­tro e uma garça da espécie Maguari, de 1,20 metro, além de um homem e de um cão, que Velho do Rio costumava colocar na coleira e andar pelas ruas da Ilha. O mais interessante era que ele não vendia mais suas obras e, mes­mo assim, continuava a produzir por puro prazer.

Suas obras ganha­ram uma exposição permanente na Lona Cultural Renato Rus­so, no Cocotá, e na sede da Colônia Z-10, além de já terem sido expostas no Museu Nacional de Belas-Ar­tes, no Museu da Re­pública, na Biblioteca Nacional da Fiocruz, na Casa do Estudante e na UERJ, entre ou­tros locais.

Em março de 2008, Velho do Rio foi ho­menageado com o prêmio Mérito Ilha, promovido pelo Jornal GOLFINHO, na catego­ria Artes Plásticas. Na ocasião, ele recebeu o troféu das mãos da jornalista Wilma Kroff e do então Comandan­te da Estação Rádio da Marinha, Capitão-de-Fragata Sérgio Luís Miguel Costa. Velho do Rio foi enterrado no dia 21, domingo, no Cacuia.

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