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Velejadora insulana se prepara para as Olimpíadas de 2020

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Ela começou a velejar pelo Iate aos 7 anos. Hoje, aos 20, a insulana Júlia Mayão é uma das promessas da nova geração da vela e busca uma vaga para as Olimpíadas do Japão, em 2020, na classe 470, ao lado de sua parceira, Luisa Gandolpho, agora pelo Iate Clube Rio de Janeiro.

Aluna de Direito na Estácio de Sá, Júlia concilia os estudos com os trei­nos aos sábados e domingos. “Vamos intensificar nossos treinos” – revela.

Nascida e criada na Ilha, Júlia mora na Vila Militar com os pais, Cláudio e Claudia. Sua história na vela é exemplar, já que ela foi cam­peã nas quatro classes em que dis­putou: Optimist, Laser, 420 e Snipe. “Minha paixão pela vela começou no Iate” – conta Júlia, lembrando, com carinho, do Gerente de Náuti­ca, José Drummond; do Diretor de Segurança, Nelson Menezes, e do Vice-Comodoro Marcos Moraes, que sempre a apoiaram.

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Em destaque, Júlia Mayão em visita à Redação, recordando suas primeiras matérias no GOLFINHO (Foto: Fábio Silva). Acima, a velejadora e sua parceira durante um treino (Foto: Fred Hoffmann).

Treinando desde janeiro na 470 ao lado de Luisa, a dupla – que se conhece há oito anos – está em terceiro no ranking. Júlia é a proeira e Luisa é a timoneira. Fora dágua, a dupla segue em busca de patrocínio e parcerias. As próximas competições acon­tecem em dezembro, em Porto Alegre, e em janeiro, em Miami.

  • Temos uma equipe completa, com direito a personal trainer, nutricionista, biopsicologista e até assessora de imprensa. Só preci­samos mesmo de apoio – comenta Júlia, ressaltando que um barco novo da classe 470 custa cerca de 26 mil euros, fora os impostos.

Mesmo com as dificuldades, a dupla segue firme nos treinamen­tos com o propósito de ficar em primeiro lugar na classe e repre­sentar o Brasil (e a Ilha também) nos jogos olímpicos do Japão.

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