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Um mar de histórias – Jornal Golfinho

O Passado no Presente

Um mar de histórias

Passado no Presente Cabeça

Com o passar do tempo, muitas histórias sobre a Ilha do Governador e seus morado­res foram se acumulando. Verdadeiras ou não, elas passaram a fazer parte das nossas vidas. Algumas delas referem-se à banda do maestro Thiago dos Santos, que, além de funcionário púbico e maestro, foi um dos dirigentes do Esporte Clube Cocotá.

Em uma época em que a moda eram as chamadas “jazz bands”, com típica influência norte-americana, o repertório do grupo foi centrado justamente neste gênero musical, com os músicos tentando imitar os tipos vis­tos no cinema. Daí o surgimento de uma das suas histórias:

No final da década de 1930, o time de fu­tebol dos Caprichosos, clube da Colônia Z-1 (atual Z-10), que também tinha um rancho carnavalesco, havia vencido um torneio de fu­tebol e ganho como troféu uma enorme taça, feita de cerâmica e pintada à mão. A entrega do prêmio foi marcada para a noite, com um baile animado pela jazz band do Thiago.

Lá pelas tantas, as coisas transcorriam em clima de grande animação, com cada músico querendo se exibir mais do que o outro sobre o exíguo palco, ao lado do qual se encontrava o tão cobiçado troféu. Moura, exímio trombo­nista, em determinado momento, gritou para Thiago: “Deixe a bossa para mim!” e partiu para a frente do palco, a fazer o seu solo, imitando Benny Morton.

Talvez por esticar ao máximo a vara do trombone, ou porque já não sabia mais onde colocava os pés, Moura desequilibrou-se e, para não se espatifar no chão, amassando o seu instrumento, resolveu se apoiar no dito troféu, que também caiu no chão, partindo-se em mil pedaços.

Foi a conta! O baile terminou em enorme pancadaria! Mesas no chão, muita gritaria e com o baterista tentando se safar do bumbo enfiado na sua cabeça…

Mais ou menos nessa mesma época, surgiram outros personagens inesquecíveis, como um pescador da Colônia Z-1, apelidado de Bracaiá. A facilidade com que este con­tava as suas histórias era algo de impressio­nante e não fossem os exageros, poderiam passar por fatos verídicos. Algumas de suas histórias são lembradas por moradores mais antigos.

Contava ele que, em uma determinada ocasião, foi escalado para jogar no time dos Cadetes do Zumbi em uma partida progra­mada para acontecer na Ilha da Sapucaia, local de um antigo vazadouro de lixo. Tudo ia bem até o momento em que o tempo mudou e começou a trovejar, anunciando um forte temporal. Apesar do mau tempo, a partida continuou, porque havia tantos urubus vo­ando no céu, que a chuva não conseguia atingir o campo… Em outra ocasião, Bracaiá contou que, no Cine Jardim, na Ribeira, ele não pagava a entrada porque usava de um truque infalível: ao sair de casa, colocava a sua roupa invertida, ou seja: as costas pra frente e os botões para trás. Com isto o bilheteiro pensava que ele estava saindo do cinema, e não entrando. O melhor da história é que Mr. Thomas, dono do cinema, confirmava todos os detalhes…

Praia das Pelônias, no Bancários, em quadro de Jordão de Oliveira, em 1949

Praia das Pelônias, no Bancários, em
quadro de Jordão de Oliveira, em 1949

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