Serviços Públicos

Saúde no Rio em estado terminal: na Ilha, hospitais, UPA e clínicas da famílias agonizam

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Como tem sido divulgado por toda a grande imprensa carioca, a saúde do Rio agoniza e a população, infe­lizmente, sofre e até morre por falta da infraestrutura devida. Há quase um mês, a TV Globo, através do telejornal “RJ TV”, bem como outras emissoras e os prin­cipais jornais do Rio de Janeiro, vem denunciando o estado caótico da saúde pública na cidade, justa­mente naquilo que era para ser a me­nina dos olhos do Prefeito Crivella – inclusive porque na campanha ele dizia que sua meta seria “cuidar das pessoas”.

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Insulanos e funcionários dos hospitais e das unidades de saúde da Ilha saíram às ruas no dia 2 de novembro para protestar contra o abandono, falta de atendimento e de medicamentos, atraso de salários e ameaça de fechamento dessas unidades

Um relatório do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ), conforme o publicado na coluna do jorna­lista Paulo Capelli, do jornal “O Dia”, nos dias 1 e 2 de novembro, revela o descalabro que vem sendo praticado pela Prefeitura do Rio, em todas as unidades de saúde da cidade.

A 4ª Inspetoria de Controle Exter­no desse tribunal, através do proces­so 40/003747/2017, elaborou um relató­rio técnico profundo, onde demonstra a situação calamitosa por que passa a saú­de pública no Rio de Janeiro.

O relator desse processo no TCM-RJ, Conselheiro José Mo­raes, ouvido pelo Jor­nal GOLFINHO, expli­cou que não poderia fazer nenhum comen­tário nesse momento sobre tal situação, já que o processo ainda está em andamento nas áreas técnicas do tribunal e o seu relatório e voto só deverão ser enviados ao plenário, para a devida votação, em uns 15 ou 20 dias. Apenas então deve­rão ser tomadas as decisões e determi­nações, que serão encaminhadas à Pre­feitura do Rio.

O TCM-RJ rece­beu, dia 27 de ou­tubro, um ofício da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, através da defensora pública Thaísa Guerreiro de Souza, que é a Co­ordenadora de Saú­de e Tutela Coletiva desse órgão, soli­citando a remessa de uma cópia desse relatório, para que as providências ca­bíveis possam ser tomadas.

Presidente da Somei afirma que a população não pode pagar a conta

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Rômulo Capello, presidente da Somei

O Presidente da Somei (Sociedade dos Médicos da Ilha do Governador), Rômulo Capello, declarou ao Jornal GOLFINHO que não é justo os cidadãos terem que pagar essa conta:

— Independente­mente se os recur­sos são públicos ou de OS (organiza­ções sociais), o que não pode é a popu­lação, que necessi­ta de atendimento médico qualificado, pagar por esse tipo de imbróglio. E isso tanto na saúde bá­sica, nas clínicas da família, quanto nos hospitais de urgên­cia e emergência, que estão na linha de frente de atendi­mento à população — concluiu Rômulo.

Cremerj fez vistoria no Evandro Freire e constatou que a situação é alarmante

A Comissão de Fiscalização do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) realizou uma vistoria, dia 18 de setem­bro, no Hospital Municipal Evandro Freire – que, justamente com os hospitais Albert Schweitzer (Realengo) e Rocha Faria (Campo Grande), é considerado o que enfrenta os maiores problemas.

O órgão constatou, além dos atrasos salariais constantes, déficit de profissionais de enfermagem, limpeza e segurança; redução de leitos (de enfermagem, unidade intermediária e CTI); baixo estoque de medicamentos; e demora na realização de exames. Em decorrência de todos os problemas, subiu para mais de duas mil o número de transferências mensais.

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