Iate Clube Jardim Guanabara

Primeira-bailarina do Teatro Municipal, Karen Mesquita, ex-atleta de natação do Iate, matou as saudades do clube

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Aos 26 anos, a insulana Karen Mesquita, que foi atleta de natação do Iate Clube Jar­dim Guanabara, tornou-se um dos maiores nomes do balé no Brasil, após assumir, esse ano, o seleto grupo de primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Karen iniciou sua trajetória na dan­ça aos 3 anos de idade, no Grupo Cultural de Dança da Ilha, no Jardim Guanabara, de propriedade da insu­lana Patrícia Gon­zales, filha da ex- Diretora Cultural do Iate, Suely Gonzales. Incentivada por Ruth Braga, sua avó paterna, que também foi bailarina e estimu­lou sua vocação, Karen passou parte de sua infância e adolescência divi­dindo o seu tempo entre os estudos, curso de inglês, o balé e a natação, esporte que che­gou a ser federa­da pelo Iate, onde treinava todos os dias, e conquistou diversas compe­tições represen­tando o clube na modalidade.

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Nadando pelo Iate, aos 6 anos

Paralelamente, Karen também ia cada vez mais se engajando e des­pertando o seu talento no balé, com aulas diárias. Na adolescência, após um dilema, a jovem precisou escolher entre se dedicar à dança ou à natação. Naquele momento, a paixão pela arte falou mais alto.

-Foi uma de­cisão muito difícil para mim, pois eu sempre amei a na­tação, assim tam­bém como o balé, mas eu precisava escolher entre um ou outro. Então, resolvi abrir mão da natação e me dedicar, integral­mente, ao balé. Hoje, estou muito feliz sendo bailari­na, mas, naquela ocasião, ter feito aquela escolha re­almente não foi fá­cil – contou Karen.

Aos 16 anos, ela ganhou uma bolsa de estudos e partiu para Mannheim, na Alemanha, onde realizou a sua gra­duação acadêmica na Akademie Des Tanzes, renomada faculdade europeia de dança e artes. Em 2009, de volta ao Brasil, ingres­sou na Companhia Brasileira de Ballet, participando de di­versos espetáculos pelo país. No ano seguinte, após uma audição, Karen foi aprovada para o Teatro Municipal, onde começou no Corpo de Baile. Dois anos depois, foi promovida a solista e, em 2016, foi empossada c­mo primeira-baila­rina, onde estreou, em junho, no espe­táculo “O Lago dos Cisnes”.

— Quando fui p­ra Alemanha, tive que morar sozinha. No começo, tudo foi muito novo, pois eu era responsável por mim mesma e, realmente, me vi crescendo. Termi­nei meus estudos, resolvi voltar ao Brasil e, após um necessário período de férias, entrei na Companhia Brasi­leira de Ballet. Pos­teriormente, surgiu a oportunidade de ingressar no Mu­nicipal, onde estou até hoje e muito feliz -– afirmou.

At u a l m e n t e , sempre que possí­vel, Karen ministra algumas aulas no Grupo Cultura de Dança da Ilha e se diz muito feliz em poder passar seus conhecimen­tos para quem está busca de voos mais altos no balé.

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Karen (quinta, da esq. para a dir.), com alunas, mães e a professora Ane Elise

— É um prazer poder ensinar o que aprendi com todos os profes­sores que tive ao longo da minha carreira. Dividir o nosso conhecimen­to é muito produti­vo, porque vejo o empenho dos alu­nos e quero ensinar da melhor maneira possível –- disse Ka­ren, que de 14 de dezembro a 8 de janeiro, estará em cartaz no Teatro Municipal com o espetáculo “O Que­bra-Nozes”.

Em visita ao I­te, em setembro, a bailarina recebeu das mãos do Vice-Comodoro Marcos Moraes, um diplo­ma de reconhe­cimento do clu­be, parabenizando sua ex-atleta pelo sucesso profissio­nal. “É uma honra receber a Karen de volta aqui no Iate. Com certe­za, ela merece o nosso reconheci­mento. Foi nossa atleta, se tornou uma grande bai­larina profissio­nal, reconhecida mundialmente, e isso muito nos or­gulha. O Iate está sempre de portas abertas para ela” – declarou Marcos Moraes.

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Karen recebeu um diploma do Vice-Comodoro Marcos Moraes

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