Cultura

Paulo George faz poesia em homenagem aos 450 anos da Ilha

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O celebrado poeta insulano Paulo George inspirou-se no aniversário de 450 anos da Ilha do Governador para es­crever a poesia “Ilha 450!”, em homenagem ao bairro. Confira:

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O poeta insulano Paulo George

“Eu era menino e a ponte aérea como o bonde nos tri­lhos da saudade me levaram a um reino encantado, cercado de belezas por todos os lados, onde nas telas de cinema de cada região só existia paisa­gens de felicidade ancorando no GALEÃO do meu coração! Floresceu um JARDIM de po­emas que Mem de Sá doou ao sobrinho Salvador, uma GUANABARA de luxo e rique­za onde os cavalos corriam com destreza na arena da PORTUGUESA e o Iate Clube com seu paraíso verdejante. Quem pode explicar a PE­DRA DA ONÇA? A Indiazinha e o gato-maracajá em uma lenda fascinante. O samba de primeira varando as ma­drugadas na RIBEIRA, no COCOTÁ Vinicius de Moraes foi poeta-aprendiz, as co­cotte me chamavam de Ché­ri, no ATERRO eu brincava de bola com Nilton Santos, Garrincha e Didi, sem saber como o meu tempo era feliz! E no leve e traz das barcas de tantos que saíam de lá, o hoje famoso Silvio Santos vendia Guaraná. Que ma­ravilha a pescaria na FRE­GUESIA banhada com a lua prateada e subindo a ladeira do GUARABU, num terreiro morava uma simples qua­dra, pintada de azul, branca e vermelha, onde rolava a feroz alegria da batucada. Tubiacanga, Carioca, Dendê, Bananal, Tauá, Cacuia, Buggy-Uk, Zumbi, Moneró, Z dez, somos todos da mesma Tribo UNIÃO com o coração batendo a dor na ponta dos pés Índios abandonados e sós com o peito flechado nessa guerra interminável somos os primeiros TEMININÓS na Ilha de PARANAPUÃ fundada em 5 de setembro de 1567 agora 450 anos após a pergunta se repete: COMO SERÁ O AMANHÃ?”

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