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Os 45 anos do Verzul

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Um dos mais tradicionais times de “futebol de pelada” da Ilha está completando 45 anos de história, repletas de boas histórias do clube que prega o futebol com alegria e que tornou as partidas de domingo uma grande confraterniza­ção. Muito bacana ver o orgulho que os vetera­nos sentem ao falar sobre das inesquecíveis pedalas, que sempre terminam em churrasco e cerveja, itens tão sagrados quanto o futebol.

O Verzul ganhou esse nome porque os times se organizavam um com a camisa vermelha e o outro com a camisa azul. Foi criado para que, em todos os domingos, moradores da Ilha com mais de 40 anos, pudessem desfrutar de um domingo de lazer e virou uma rotina, gerando o congraçamento através do futebol.

Desde a sua criação, o Verzul tem suas partidas realizadas em um campo com carac­terísticas bem peculiares: de terra batida no centro e com uma rara cobertura de grama nas laterais. O campo se localiza no início do Corredor Esportivo e tem seu nome desenhado nas cores do time no muro da sede.

O Verzul é tradição nas manhãs de domingo na Ilha. Quem passa pelo Corredor Esportivo com certeza já viu aquele campo lotado. O time, quase quinquagenário, teve como seu primeiro coordenador geral o seu João, citado como um simpático funcionário da Comlurb e muito popular no bairro.

Na fundação, muitos moradores da região participaram da sua criação como o seu Miguel, pai do atual Presidente do Verzul, Hugo Fintel­man, seu Francisco (Chico), pai do Secretário de Educação, Wagner Victer, Seu Francisco, do tradicional açougue da Estrada do Dendê, e até como o ainda ativo e goleiro implacável Moacir da Tinturaria do Moneró, entre outros que fizeram a construção desta família que o futebol de bairro uniu.

Junto ao campo do Verzul, localizado à beira do mar, construíram uma sede que funciona como vestiário. Também há um museu com fotos dos fundadores e criadores desse mag­nífico clube, contando toda a história do time e cuidado com muita estima, ali também são realizados os churrascos e resenhas dos pela­deiros.

No Verzul jogaram grandes atletas do futebol brasileiro que participavam de maneira assídua, como Quarentinha (Botafogo), Sabará (Vasco), Dr. Rubens (Flamengo) e também o goleiro Wendel (Botafogo e Fluminense), o lendário Fio Maravilha, da música do Jorge Benjor, e o eterno e ainda bastante ativo Brito, o pulmão da Seleção Brasileira tricampeão de 70, além de outros jogadores profissionais e técnicos.

O Verzul se tornou uma marca, que vem sen­do passada de geração para geração, desde a sua fundação. Os jogadores levavam seus filhos para ficarem assistindo às partidas dos pais e transformavam ali um grande local de lazer e de celebração. Muitos daqueles pequenos garotos que acompanharam a criação do Verzul hoje passaram a jogar no time, dando continuidade à tradição do clube, como o atual presidente, Hugo Fintelman, que seguiu os passos do pai.

O Verzul é a cara da Ilha, do Rio e do Brasil. Quantas alegrias e bons momentos viveram os insulanos que jogaram e jogam naquele campo, celebrando todos os domingos a vida e a amizade com muita alegria. O clube está completando 45 anos coincidentemente nos 450 anos da Ilha, uma curiosa combinação de números. Parabéns a todos que fazem parte dessa família. Vida eterna ao tradicional Verzul!

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