O Passado no Presente

O paraíso perdido: Moneró (conclusão)

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Apesar da pro­paganda, a ocupa­ção dos terrenos nos primeiros anos ficou muito aquém das ex­pectativas. A partir da década de 1960, co­meçaram a ser construídas residências de alto padrão, algumas delas ocupadas por artistas e jogadores de futebol, como Didi, Quarentinha e Garrincha, o que, de certa forma, motivou uma valorização dos ter­renos no novo bairro.

Em 1958, um gru­po de moradores e veranistas que se reu­niam periodicamente e que tinham como interesse comum as atividades náuticas, teve a ideia de alugar uma casa para seus encontros. A partir daí, decidiram efetuar um aterro nas proxi­midades da Praia da Rosa e montar no local uma construção pré fabricada para servir de sede, tendo como anexo um hangar para barcos, o que deu ori­gem ao Governador Iate Clube.

Na área de 6 mil metros quadrados do­ada à Prefeitura para a construção de uma escola, foi inaugura­da, em 1961, a Esco­la Municipal Rodrigo Otávio, cujo prédio original, devido a uma série de problemas estruturais, foi de­molido. Em 2004, um novo prédio foi inau­gurado. No espaço vizinho funciona a Es­cola Municipal Belmiro Medeiros.

A partir da segunda metade da década de 1960 se estabelece­ram no bairro uma sé­rie de empreendimen­tos comerciais, que atraíam moradores da Ilha e de bairros vizi­nhos. São desta época o Bar das Canoas, na esquina da Rua Ângelo Neves com a Estrada do Dendê, a Chur­rascaria São Borja e, mais recentemente, o Olho do Cuco, além de pequenos estabe­lecimentos que aten­diam aos moradores em suas necessidades do dia a dia, como a Tinturaria do Seu Ferreira, o açougue do Seu Francisco, a vendinha do Seu Costa, o armarinho de Dona Therezinha, a Mercea­ria Roma e, na esquina com Aristarco Ramos, a padaria do Seu Reis. Embora a praia, como todas as demais, vol­tadas para o fundo da baía, tivesse um solo com bastante lodo e sedimentos, e por isto mesmo, não apropria­das para os banhos de mar, eram por este motivo, procuradas por todos aqueles que pretendiam pescar ca­marões, siris e peixes de pequeno porte.

Em 1989, junto ao antigo quebra-mar, foi criado um “corredor esportivo”, paralelo à Avenida do Magis­tério, ao longo da praia do Dendê, com quiosques, quadras polivalentes, calçadão para caminhadas e passeios de bicicleta. Ampliado em 2002, com uma ciclovia em toda sua extensão e novas áreas de lazer e esportes constitui-se em uma das maiores áreas de lazer da Ilha.

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