O Passado no Presente

O paraíso perdido: Moneró (1)

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Um dos bairros mais recentes da Ilha, o Moneró surgiu em 1956, quando a Constru­tora Governador SA urbanizou as terras ad­jacentes aos terrenos do Jardim Carioca, que pertenceram a Joaquim Pereira de Magalhães Vides, que em 1891 era arrolado como um dos lavradores atuantes no bairro.

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Bairro do Moneró, em foto de 1977

Moneró conta com cerca de 6.500 habitan­tes, fazendo limites com Portuguesa, Jardim Carioca e Tauá. Até o início da década de 1950 era apenas uma região de pasto, junto à Praia do Dendê, onde funcionavam um pequeno estábulo para criação de gado e uma fábrica de pisos hidráulicos. O novo loteamento, de­nominado inicialmente de Jardim Ipitangas, teve o seu lançamento realizado em setembro de 1956, sendo anunciado como “um jardim a beira mar plantado, com a orla marítima arborizada”, embora a realidade não fosse bem como o anunciado.

Em 1957 foi aprovado pela Prefeitura o Projeto 20242, de autoria do Engenheiro André Fontié Bandeira de Mello, que previa a urbanização de uma área com 313.308 metros quadrados, compreendendo um total de 535 lotes de terreno e a abertura de 15 ruas e duas praças.

Além de uma vasta propaganda através dos jornais, foram colocadas algumas placas junto ao novo loteamento, onde, além do nome da Construtora Governador e do empreendi­mento, Jardim Ipitangas, constava também o nome dos Diretores da empresa, Eloy e Hélio Moneró. Por este motivo, a população local começou a chamar o loteamento de “Moneró”, que acabou por ficar sobreposto ao Jardim Ipitangas. (Conclui na edição de maio).

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