Foco na Ilha

Maternidade na Ilha, já!

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No dia 27 de maio aconteceu na Superin­tendência da Ilha a primeira audiência pública para discutir a abertura da maternidade na Ilha. Eu, como vice-presidente da Associação de Mulheres da Ilha (Amuig), e a presidente desta associação, estávamos presentes, assim como outras dezenas de moradores do bairro.

A maternidade é um pleito antigo dos insulanos e, na última eleição municipal, virou promessa eleitoral de muitos candidatos a vereadores do bairro e até do Prefeito eleito, Marcelo Crivella. Porém, o que se ouviu na audiência pública dos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde é que essa reivindicação, que inclusive o próprio Secretário Municipal de Saúde da atual gestão já havia prometido em visita anterior à Ilha, não deverá sair tão cedo ou só sairá com muita mobilização popular.

É bom destacar que os gestores recentes e anteriores do Governo do Estado e da Prefeitura fizeram seu dever de casa nas prioridades, que seria a construção de um hospital de emer­gência (Evandro Freire), na atenção a saúde preventiva e da família (clínicas da Vila Joaniza, Praia da Rosa e Cocotá) e na construção de uma UPA Pediátrica, que hoje é referência na capital, além de reformas em diversos postos de saúde, o que faz com que a maternidade agora se transforme na grande prioridade da saúde para o bairro.

Temos que destacar que o projeto existente na Prefeitura, conhecido como Cegonha Cario­ca, que disponibiliza ambulâncias para atender as gestantes, tem, até então, prestado um bom trabalho, mas estabelece um risco permanen­te de que a ambulância não consiga chegar a tempo na casa da gestante, em especial pelo grande trânsito que temos e por ter uma única entrada e saída no bairro. A maternidade é fun­damental, pois eu mesma já presenciei muitas crianças que nasceram em clínicas de família porque as gestantes deram à luz ali mesmo. Ter uma maternidade no bairro estabelece uma grande tranquilidade para os pais.

O que mais me intriga é que os técnicos da saúde que estiveram na audiência pública representando a Prefeitura não estão levando em consideração o tamanho da Ilha, com seus mais de 250 mil moradores. Aliás, se fosse emancipada, seria um dos 10 maiores municí­pios do Estado.

Outro ponto que revoltou os moradores na audiência pública foi o fato de que, quando prometeram a maternidade no bairro durante a campanha eleitoral, não foi citada nenhuma condicionante técnica. Agora, após as eleições, não precisa mais? O que mudou?

A justificativa apresentada gerou ainda mais desconfiança, pois, para fazer a maternidade, bastaria usar a estrutura do Hospital Paulino Werneck, que por muitos anos era referência na Ilha para diversos serviços e onde nasceram milhares de insulanos.

O Paulino Werneck fica em um ponto central na Ilha e é o local ideal para essa maternidade. Qualquer especulação contrária ou novos e oportunistas dados apresentados por “técnicos” não irão convencer a população do bairro.

Portanto, já temos o local, a promessa de campanha do nosso Prefeito e, principalmente, ficou muito claro que a maternidade é o maior sonho das mães da Ilha, principalmente as mais carentes, que dependem da chegada da ambulância para darem à luz a seus filhos e sujeitos aos imprevistos do trânsito.

Não só eu, que também atuo como Vice-Pre­sidente Executiva da Associação de Mulheres da Ilha do Governador, fundada por Rosilda Perei­ra, minha mãe, que também esteve presente na audiência, mas todos os moradores da Ilha estão unidos e insistem na instalação de uma maternidade no bairro.

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