Foco na Ilha

Mamógrafo para todas

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Mês passado foi denomina­do “Outubro Rosa”, dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. Infelizmente, não temos muito o que comemorar em re­lação aos avanços no diagnóstico precoce dessa doença que mata milhares de mulheres todo ano em todo o Estado. Em 2015, o IBGE apontou que Rio de Janeiro tinha o maior índice de mulheres que nunca haviam feito o exame de mamografia, entre os estados da região sudeste. Esse ano, o Rio continua apresentando a maior taxa de incidência estima­da de casos no Brasil.

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Como mulher e Vice-Presi­dente da Associação de Mulheres da Ilha do Governador (Amuig) não poderia deixar de escrever sobre a minha preocupação com a ausência dos mamógrafos nas unidades das Clínicas de Família e até nos hospitais particulares da Ilha do Governador, como a Santa Maria Madalena, e o Hospital São Bento também não possuem o equipamento. O único mamógrafo da Ilha em atividade está no Hospital Municipal Evan­dro Freire.

Mas, como o diagnóstico pre­coce dessa doença é de suma importância para a cura, é preciso que se instalem mais mamógra­fos em diversas outras unidades das Clínicas de Família, que fa­zem um belo trabalho de saúde preventiva e familiar. Para mudar este cenário foi aprovado o Pro­jeto de Lei número 1.453/2015, de autoria do Vereador Eduardão, que obriga a instalação de mamó­grafos nas novas unidades hos­pitalares das Clínicas da Família, facilitando o acesso da população ao exame de diagnóstico por ima­gem. O Projeto de Lei aguarda para ser sancionado pelo Prefeito Eduardo Paes. Peço ao Prefeito que sancione a lei, já que o apa­relho custa em média R$ 300 mil, o que é um investimento muito baixo que irá salvar milhares de mulheres Cariocas.

Enquanto isso, vamos fazer a nossa parte, levando informação sobre a doença e procurar fa­zer o exame, mesmo se houver alguma dificuldade. Segundo a Secretária Estadual de saúde no Rio Imagem, que conta com três aparelhos. Este ano, a rede esta­dual já fez 42.136 mamografias, e ainda há vagas para novembro. O órgão disse ainda que o índice de não comparecimento na data e no horário do exame é de cerca de 30%.

Como explicar que este câncer, na maioria das vezes curável, se for diagnosticado a tempo, é o que mais mata as mulheres no Brasil? A luta é para responder essa pergunta e para que ano que no próximo ano, o nosso laço seja cada vez mais rosa e menos preto!

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