Foco na Ilha

Insulaninhos olímpicos

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Essas olimpíadas irão ficar marcadas na memória de todo o povo brasileiro, mas, principalmente na memória das nossas crianças de diversas comunidades da Ilha do Governador, em sua maioria da Praia da Rosa e Sapucaia .

Foram 17 dias do maior evento esporti­vo do mundo na nossa Cidade. Durante o evento, levamos cerca de 300 crianças e jovens de comu­nidades insulanas para assistirem jogos de sete modalidades distintas. Fizemos, pela Associação de Mulheres da Ilha, uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação, através do Secretário Wagner Victer, e com a Se­cretaria de Esporte, Juventude e Lazer, através do Secretário Marco Antônio, que obtiveram os ingres­sos junto ao comitê organizador dos Jo­gos Rio 2016.

Fomos de ônibus, de trem e de BRT para as instalações olímpicas no Engenhão, RioCentro, Deodoro e Zona Sul. Vivemos uma rotina incansável na mis­são de levarmos a nova geração insulana para um momento único e que entrou para a história das nossas vidas. Fomos ao futebol feminino, no rugby, no boxe, no tênis de mesa, no levantamento de peso, no badminton e tam­bém na casa da Suíça na Lagoa Rodrigo de Freitas. As nossas crianças conviveram com atletas e pesso­as do mundo inteiro. Nunca vou esquecer de cada momento olímpico e tenho cer­teza de que esses dias transformaram o futuro desses jovens.

Vi no olhar deles a vontade de mudança e essa vontade de vencer me faz ter a convicção de que vamos revelar novos atletas das nossas comunidades, como a Rafaela, da Cidade de Deus, que viu no esporte a chance de vencer e superou to­das as expectativas e dificuldades da vida para se tornar uma campeã olímpica.

Quem nasce em comunidade já nas­ce como campeão da vida. Sonho em um dia ver a nossa galerinha nos pódios do mundo. Agradeço aos pais pela con­fiança em deixarem seus filhos conosco, agradeço à minha mãe Rosilda, Tia Fa­biana, Tia Edinelma que nos ajudaram a cuidar dos nossos “botinhos” e leva­mos e trazemos to­dos eles com toda segurança e carinho do mundo. O esporte transforma com seu imensurável poder de inclusão social e as nossas férias olím­picas foram incríveis e inesquecíveis!

Agora só nos res­ta, e também como todos da cidade, ter uma atenção especial e, se possível, também participar dos Jogos Paralímpicos pelo que representa para inclusão sem preconceito de pes­soas com deficiência em nossa sociedade.

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