Obituário

Ilha lamenta a morte do escultor Velho do Rio

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A Ilha do Governador perdeu esse mês o escultor Narciso Alves Bezerra, mais conhecido como Velho do Rio, aos 88 anos. Morador do Boogie-Woogie, ele começou a criar peças usando fios de telefone e de outros eletrodomésticos que ele recolhia nas ruas, contribuindo, assim, para o ecossistema. Seu acervo totaliza mais de 300 obras, a maioria de animais da Mata Atlântica.

Entre os destaques de sua obra estão um tubarão de 1,90 metro e uma garça da espécie Maguari, de 1,20 metro, além de um homem e de um cão, que Velho do Rio costumava colocar na coleira e andar pelas ruas da Ilha. O mais interessante era que ele não vendia mais suas obras e, mesmo assim, continuava a produzir por puro prazer.

Suas obras ganharam uma exposição permanente na Lona Cultural Renato Russo, no Cocotá, e na sede da Colônia Z-10, além de já terem sido expostas no Museu Nacional de Belas Artes, no Museu da República, na Biblioteca Nacional da Fiocruz, na Casa do Estudante e na UERJ, entre outros locais. Em 2008, Velho do Rio foi homenageado com o prêmio Mérito Ilha, promovido pelo Jornal GOLFINHO, na categoria Artes Plásticas. Na ocasião, ele recebeu o troféu das mãos da jornalista Wilma Kroff e do então Comandante da Estação Rádio da Marinha, Capitão-de-Fragata Sérgio Luís Miguel Costa (foto).

Velho do Rio foi enterrado no dia 21, domingo, no Cemitério do Cacuia.

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