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Ilha faz 449 anos em meio a conquistas e também problemas

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A Ilha do Governador era habitada pelos índios temiminós quan­do, em 1502, os portugueses chegaram a esse território. Em 5 de setembro de 1567, o então Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, a doou a seu sobrinho, Salvador Correia de Sá, então Governador do Rio de Janeiro. Por isso, esse abençoado pedaço de terra, que já se chamou Ilha de Paranapuã e Ilha de Maracajá, passou a ser conhecido com esse nome, do Governador. Assim, o dia 5 de se­tembro é considerado oficialmente a data de aniversário do bairro.

Com quase 41 quilômetros quadrados, divide-se em 15 sub-bairros (Galeão, Portuguesa, Jardim Guanabara, Guarabu, Cacuia, Ribeira, Pitangueiras, Zumbi, Cocotá, Praia da Bandeira, Tauá, Freguesia, Bancários, Moneró e Jardim Carioca) e tem uma população esti­mada em torno de 250 mil pessoas.

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O bairrismo dos moradores da Ilha do Gover­nador é conhecido em todo o Rio de Janeiro. O que mais simboliza esse apego é a declaração, mais do que comum, de que quando vêm da Linha Vermelha ou Avenida Brasil e sobem a ponte que desemboca na Estrada do Galeão, respiram aliviados: “Já estou em casa…”

Mesmo convivendo com problemas comuns a outros bairros, relacionados a transporte, segu­rança, saúde, poluição, educação e habitação, a maior parte dos insulanos orgulha-se do bairro, que é uma verdadeira minicidade: temos um aeroporto internacional, estação hidroviária, cemitério, duas faculdades (sem contar a UFRJ, na vizinha Ilha do Fundão), uma biblioteca, um teatro, inúmeros colégios e restaurantes de ga­barito, um shopping, hotéis, motéis, pousada, laboratórios, comércio dinâmico e diversificado, um Fórum Regional, subseções da OAB e do Cremerj, além da Sociedade dos Médicos da Ilha do Governador, associações de moradores, dois postos do Detran, hospitais, UPA Pediátrica, clínicas da família e postos de saúde, estaleiro, complexo fabricante de óleos e lubrificantes, nove clubes de lazer, Rotary, Lions, Maçonaria, igrejas de todos os credos, uma Subprefeitura, inúmeras unidades da Aeronáutica e da Mari­nha, como a Base Aérea e o Corpo de Fuzileiros Navais, um batalhão da PM, outro do Corpo de Bombeiros, uma delegacia policial e uma inspetoria da Guarda Municipal. E… modéstia à parte, uma imprensa bem atuante, represen­tada pelo Jornal GOLFINHO e mais três outros jornais de bairro…

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