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Ex-moradora da Ilha, Secretária de Assistência Social, Teresa Bergher, já reativou seis antigas academias da terceira idade (RAL) no bairro

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Quando assumiu a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Direitos Hu­manos (que engloba ainda Atenção à Ter­ceira Idade e Defesa da Mulher), no início deste ano, a Verea­dora Teresa Bergher, por falta de verbas, teve de desativar as antigas academias da terceira idade de toda a cidade. Pouco a pou­co, com planejamento sério, fez com que vol­tassem a funcionar, na Ilha do Governador, cinco desses equipa­mentos, rebatizados com a sigla RAL (Rio ao Ar Livre): Corre­dor Esportivo, Boogie Woogie, Praça Iaiá Garcia, Quebra-Coco e Praça Stuart Angel:

  • Progressivamen­te, faremos com que todos os demais RAL voltem a funcionar. Nossa Secretaria fun­ciona basicamente com recursos oriun­dos do Governo fede­ral, mas, por falta de prestação de contas da gestão anterior, essas verbas foram sustadas. Estive re­centemente em Bra­sília, com a Secretária Nacional de Assistên­cia Social, negocian­do o reenvio desses valores, para que possamos enfrentar os grandes desafios dessa pasta. Além disso, nosso Prefeito também foi obrigado a cortar 25 % das des­pesas de cada Secre­taria – explicou Teresa Bergher, que já residiu na Ilha do Governa­dor, de 1974 a 1980:

  • Morei no Moneró, nas Ruas Ângelo Neves e Aristarco Ramos, em frente à Praça Papai Noel. Ainda tenho um irmão que mora na Ilha, no Jardim Ca­rioca. Eu era vizinha do Nilton Santos, que participava de umas peladas com o Chico Anísio, num campo na Estrada de Tubiacanga. Depois do jogo, eles compravam umas ga­linhas num aviário ali perto, cozinhavam e ali mesmo almoçavam – relembra a Secretária.

Em relação aos mo­radores de rua, a Se­cretária Teresa Bergher informou que, mesmo com orçamento aper­tado, continuará tra­balhando muito para minimizar esse proble­ma. “Abrigo não pode ser definitivo, temos de oferecer uma atração, que, ao nosso ver, é a capacitação profissio­nal” – destacou.

Ilha tem 115 moradores de rua: vejam o perfil por sexo, faixa etária, naturalidade e bairros

Durante a entrevista com a Secretária Teresa Bergher, ela mostrou que faz um acompanha­mento atualizado da população de rua da Ilha do Governador. Dos 115 catalogados (dados de março), o maior percentu­al (72,17%) é de pessoas de 30 a 59 anos; de 12 a 17, são 1,74%; 18 a 24, 6,09%; 25 a 29, 13,91%; e acima de 60, 6,09%. dos 115, 78 são homens e 22, mulheres.

Os naturais da cidade do Rio de Janeiro são 48,7%; há ainda inúmeras outras proce­dências, inclusive de outros países (1,74%), mas os maiores percentuais são de Duque de Caxias (7,83%), Bahia e São Paulo (6,095 cada) e Minas Gerais (5,22%). O Galeão é o bairro que concentra o maior número (89,57%), seguido do Jardim Guanabara (2,61%), Portuguesa e Tauá (2,61% cada), Moneró (1,74%) e Fre­guesia (0,87%).

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