Meio Ambiente

Construções no terreno da União invadido, na Ribeira, continuam de vento em popa: até betoneira é utilizada

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Apesar das cons­tantes denúncias de moradores, o movi­mento de constru­ção no terreno da União, na Rua Pires da Mota, na Ribeira, onde se pretendeu construir um termi­nal pesqueiro, está com a corda toda. A toda hora entra material de constru­ção e até betonei­ras e caminhões de grande porte, o que sinaliza que as pes­soas que invadiram a área pública não são, nem de longe, desvalidas.

O histórico desse problema mostra muita atividade dos invasores, que não cessam de cons­truir, e dos mora­dores, que tam­bém não cessam de denunciar. Só um ator, em toda essa história, está contemplativo: a Prefeitura do Rio. Inicialmente, a Su­perintendência da Ilha procurou se esquivar do assun­to, alegando que “a área invadida é federal”. Entretan­to, como cabe à Prefeitura a legis­lação sobre o uso do solo, os mora­dores e o Jornal GOLFINHO denun­ciaram novamente as irregularidades.

Em consequência, uma força-ta­refa, comandada pela Secretaria Municipal de Urba­nismo, esteve no terreno, dia 22 de fevereiro, e demo­liu as construções, interditando toda a área. Entretan­to, os invasores desconsideraram a interdição e vol­taram a construir. Quando o Prefeito Crivella esteve na Ilha do Governador, com seu Secreta­riado, no dia 31 de maio, o Secretário de Urbanismo, Índio da Costa, disse ao Jornal GOLFINHO que seu órgão esta­va providenciando o aluguel de retroescavadeiras, para proceder a nova de­moliçao. De lá para cá, já se passaram três meses – e o único movimento que se vê é o dos invasores

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