Iate Clube Jardim Guanabara

Comodoro José Moraes, democraticamente, convoca assembleia geral extraordinária e faz uma radiografia completa do Iate e do Brasil

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Depois de 26 anos à frente da Comodoria do Iate Clube Jardim Guanabara, José Moraes, tendo vencido todas as eleições de que participou e tendo todos os seus or­çamentos, contas e balanços sem­pre aprovados, por unanimidade, decidiu convocar uma assembleia geral extraordinária, realizada dia 26 de dezembro – e, o que é mais importante: permitiu que todas as categorias de associados tempo­rários, que não participam dessas assembleias, estatutariamente, dela fizessem parte, embora sem direito a voto. Assim, além dos só­cios proprietários, que têm direito a voto, todos os demais sócios do Iate puderam assistir a uma análise detalhada, com o auxílio de data show, sobre todos os aspectos do clube, inclusive as situações finan­ceira, econômica e administrativa.

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A assembleia geral extraordinária reuniu um grande número de sócios titulares – cerca de 300 – no Salão Novos Ventos e se estendeu das 19:30 às 00:30, o que demonstra o interesse acerca dos temas tratados

Além disso, o Comodoro fez questão de franquear o uso da palavra, prioritariamente para os sócios proprietários, mas também para os sócios temporários, para ouvir sugestões, reclamações e até críticas sobre o funcionamento do Iate e projeções sobre o seu futuro. Depois da assembleia, ouvimos o Comodoro José Moraes:

— Na verdade, o clube fechou 2016 totalmente em dia com o salário do seu quadro de funcionários, o 13º, vale-transporte, férias, impostos, Refis e praticamente em dia com todos os fornecedores, além de ter efetuado o pagamento das despesas com autônomos, manutenção e des­pesas de naturezas diversas. Tenho acompanhado de perto a situação caótica que o país, os estados e os municípios estão vivendo, bem como os funcionários públicos e as empre­sas, tanto a indústria quanto o comér­cio, além, é claro, dos profissionais liberais. Acho que a nossa política de moralização do poder público, através da Operação Lava Jato, transformou totalmente o nosso país, recuperou a nossa credibilidade externa e, no futuro, nos trará grandes conquistas. Entretanto, simultaneamente, essa desestabilização político-econômica do nosso país me preocupa bastan­te. Todos os segmentos hoje passam por uma gravíssima crise econômica, principalmente os clubes sociais, que vêm tendo déficits em seus orça­mentos, no Brasil inteiro. A retração no consumo e a inadimplência só fazem crescer. A finalidade de eu ter convocado esta assembleia extraor­dinária foi exatamente para mostrar, com bastante clareza, esta situação que estamos vivendo. Por exemplo: de 2015 para 2016, o Iate teve uma queda em sua receita de quase um milhão e meio de reais, o que na ver­dade é muito, muito preocupante. Eu sei que todos vivem uma crise, mas quis ressaltar essa realidade, com documentos de receita e despesa, balanços, etc., tudo respaldado nas leis do desporto, no Profut, no Código Civil e no Estatuto e Regimento In­terno do Iate. Procurei ser bastante claro e transparente, apesar de, em determinados momentos, ter ouvido perguntas e sugestões totalmente desconectadas do momento em que vivemos. Em outras intervenções de associados, porém, pude receber óti­mas sugestões de nossos sócios, para que possamos, juntos, atravessar esse verdadeiro mar de tempestades que o Brasil vive. Por outro lado, como meu trabalho se multiplicou por 10, no Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, de onde sou Con­selheiro, e por já estar – ao lado de nossos beneméritos, conselheiros e diretores – à frente do clube por 26 anos, gostaria, e coloquei isso bem claro, que um novo grupo pudesse assumir essa responsabilidade de ad­ministrar o Iate, inclusive com novosComodoro e Vice-Comodoro. Eu, par­ticularmente, e toda a nossa equipe, continuaríamos, como sempre iremos fazer, trabalhando e ajudando o Iate, com todo o amor e carinho que temos. Enfim, vamos esperar que aqueles sócios que se pronunciaram durante a assembleia, até se propondo a dar essa continuidade, possam na ver­dade homologar seus desejos e, assim, assumirem a Comodoria e a Vice, através de uma eleição, que deverá ser marcada pelo Conselho Deliberativo, o órgão competente, de acordo com o Estatuto, para a formalização dessa situação — de­clarou o Comodoro José Moraes.

Cerca de 300 associados es­tiveram presentes à assembleia geral, o que, na visão do Jornal GOLFINHO, foi excelente, de modo a que se fizesse um debate com respeito, ideias e total trans­parência.

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Empresário Carlos Henrique Karraz, um dos mais combativos associados durante a assembléia geral

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O advogado Marcelo de Frias, um dos possíveis candidatos a Comodoro

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Cesar Vallaperde, oficial da Marinha Mercante, sugeriu melhoras na marina do clube

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Empresário Neto Menezes: sugestão de um marketing mais agressivo

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A sócia Patrícia Farid sugeriu usar a experiência do Country Club de Friburgo

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Aeronauta Henry Boubli: profundo conhecedor do Estatuto

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