Medicina & Saúde

Com fechamento da UPA Cocotá, população superlota o Hospital Evandro Freire

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Os insulanos foram surpreendidos na últi­ma semana de março com a notícia de que a UPA do Cocotá seria fechada dia 1º de abril, pelo prazo de 45 dias, e que, quando reaberta, passaria a funcionar apenas para atendi­mento pediátrico, para crianças de até 14 anos. Infelizmente, apesar da data, não era mentira.

O presidente da So­ciedade dos Médicos da Ilha (Somei), Rô­mulo Capello, repre­sentante do Cremerj na Ilha do Governador, fez uma inspeção à unidade na quarta-feira, dia 30, e confir­mou, junto à direção da unidade, os boatos correntes, já que ne­nhum aviso oficial à população foi divul­gado:

— O Hospital Municipal Evandro Freire, que ofe­rece um atendimento de qualidade, já estava sobrecarregado nos úl­timos dias, pois exames já não estavam sendo feitos na UPA Cocotá, onde remédios também se encontravam em fal­ta. O número de ambu­lâncias que chegam ao Evandro Freire já havia aumentado substan­cialmente – e o quadro se agravou depois do fechamento da UPA.

O Diretor do Evandro Freire, Paulo Maurício Cabral, informou que a demanda nesse hospital vinha aumentado muito ultimamente, com os pro­blemas vividos pelo Rio de Janeiro na área da saúde:

— Só em março aten­demos mais de 10.000 pacientes. Na última se­mana de março, a média foi de 470 atendimentos por dia. Com o fecha­mento da UPA, o quadro se agravou muito.

O Secretário Estadual de Saúde, Luiz Antô­nio Teixeira, disse que a especialização nas unidades é uma ten­dência mundial e que as OS (organizações so­ciais) que administram as UPAs terão que fazer adequações em seus quadros de funcionários.

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