Segurança

Autoridades policiais sugerem mobilização para nosso bairro ganhar o “Ilha Presente”

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APESAR DE TODA A VIOLÊNCIA, ÍNDICES DE CRIMINALIDADE NA ILHA SÃO DOS MENORES DO RIO

O titular da 37ª DP, Delegado Geraldo Assed, o comandante do 17º BPM, Coronel Odair Blanco, e o presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Ilha, Jorge Collares, em entrevista exclusiva con­cedida ao Jornal GOLFINHO, tendo como pano de fundo a onda de violência na cidade, sugeriram que a sociedade insulana se mobilize para conseguir a vinda para a Ilha da “Operação Segurança Presente”, já existente na Lapa, Aterro do Flamengo, Méier, Centro e Lagoa.

A Operação Lapa Presente é a mais antiga entre todas as exis­tentes e, como as dos demais bairros, presta um grande auxílio na segurança dos bairros. A operação utiliza agentes policiais civis e militares, que, em seus dias de folga, patrulham as ruas principais a pé, de bicicleta e moto. Com suas ações, vem inibindo bastante a venda de drogas, roubo de carros e roubos de rua, detendo milhares de marginais e os encaminhando para as delegacias.

A Operação Segurança Presente é uma iniciativa do Governo do Estado, da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fecomércio – Federa­ção do Comércio do Estado do Rio de Janeiro. Para que ela venha para a Ilha do Governador é necessário o empenho de lideranças, moradores e autoridades locais, apresentando abaixo-assinado e pressionando os seus administradores e mantenedores, do mesmo modo que ocorreu nos bairros em que ela já existe.

— No item roubo de rua, ocorreram 81 aqui na Ilha, até o dia 26 de setembro; no mesmo período, o Méier teve 513, Olaria 339 e o Centro 309; em toda a cidade, apenas nas áreas de Copacabana e Leblon ocorreram menos desses roubos, com 69 ocorrências em cada uma; quanto ao roubo de veículos, nesse mesmo período, foram registrados 26 aqui na Ilha, enquanto na Tijuca houve 56, na Maré também 56, em São Cristóvão 48 e Botafogo 29; só tiveram menos roubos as áreas do Leblon, com 6, e do Centro, com 23 — esclareceu o Coronel Odair Blanco. Ele informou ainda que, na década de 70, o 17º BPM contava com um efetivo de mais de 800 policiais, sendo que hoje tem apenas pouco mais de 200: “É o menor efetivo entre todos os batalhões da PM” – informou.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Ilha, Jorge Collares, acrescentou ainda que quase todos os outros batalhões da PM contam com reforços de UPPs em suas áreas, o que não ocorre na Ilha do Governador. E o 17º ainda tem que ceder policiais para operações especiais, como a recente operação na Rocinha e o Rock in Rio, por exemplo.

O Delegado Geraldo Assed disse que o efetivo de policiais civis também está muito defasado, atingindo apenas 60% do necessário:

— Apesar disso e de todas as outras dificuldades, vimos atuando com muito empenho e trabalho conjunto com o 17º. Recentemen­te, graças a um trabalho investigativo, prendemos uma quadrilha que praticava sequestros-relâmpagos aqui na Ilha e que já foi reconhecida por cerca de 20 vítimas. É muito importante que o cidadão faça o registro de ocorrência na 37ª DP. É com base nesses dados que nós e o 17º BPM verificamos onde está maior a mancha de criminalidade e planejamos o policiamento ostensivo.

— Os marginais não atuam em áreas policiadas. Quando fazemos blitz na Estrada do Galeão, independente de prendermos algum bandido, o número de ocorrências diminui, porque eles sabem que poderão ser capturados. E isso é mais segurança para os mora­dores, sem nenhuma dúvida — completou o Coronel Odair Blanco.

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