Foco na Ilha

Além dos muros do Degase

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Com certeza, a maioria das pessoas que entra e sai da Ilha pela Estrada das Canárias se pergunta o que acontece por detrás dos muros das unidades do Degase. Estou tendo a oportunidade de fazer um trabalho social com esses jovens e resolvi compartilhar alguns dos projetos que acontecem e que são pouco divulgados. O Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) tem sua sede na Ilha e é subordinado à Secretaria de Estado de Educação e é o órgão executor das medi­das socioeducativas de privação e restrição de liberdade que tem por proposta política tutelar os adolescentes infratores, sem, contudo, se desviar da trilha dos direitos humanos, da consciência de que estes jovens são símbolos de uma sociedade contemporânea de profundas desigualdades sociais, econômicas, educacio­nais e políticas. Hoje, o Degase tem unidades em todo o Estado e atende, como internos, 2.800 adolescentes, sendo 2.720 meninos e 80 meninas.

O Degase oferece um grande portfólio de atividades socioeducativas em parceria com diversas instituições. No âmbito da cultura e esporte, acontecem as oficinas de basquete (Flamengo), judô (Instituto Reação, de Flávio Canto), vôlei (CBV), esportes coletivos (Projeto Esportividade Ideal), xadrez (Convenção Ba­tista Carioca) e o Projeto Versos em Liberdade (Casa Poema), além de oficinas de teatro. No eixo de trabalho e geração de renda, o Degase, diretamente ou através da Faetec – que possui uma escola (CVT) dentro da unidade, oferece cursos de agente de desenvolvimento socioam­biental, audiovisual e cineclubismo (Associação Cidadela), auxiliar de copa e cozinha (dentro do Programa Jovem Aprendiz, em parceria com o Isbet e do Instituto Masan). Por detrás daque­les muros também existem os cursos de banho e tosa, fotografia digital, ikebana, informática, inglês, pizzaiolo, técnicas de vendas, auxiliar de cabeleireiro, produção e edição de vídeos (TV Degase, uma parceria com a TV Alerj). Dentro do programa “Jovem Aprendiz”, atualmente em uma parceria com o Ministério do Trabalho, Tribunal de Justiça e a Secretaria de Educação, são quase 400 jovens que estão com carteira assinada e realizam qualificação profissional. Além disso, dentro do Degase a Secretaria de Estado de Educação tem escolas onde os inter­nos, até como ação socioeducativa, devem fazer os seus ensinos regulares do ensino fundamental ao ensino médio como uma atividade de resso­cialização obrigatória. Todos os cidadãos devem se manter de olhos abertos para os projetos de ressocialização, pois nele está uma das soluções para a segurança pública da nossa cidade. Não seja só um crítico, seja um parceiro do Degase, faça a sua parte e mude realidades!

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