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Transformar uma revista trimestral em um jornal mensal
era um dos projetos que eu acalentava, desde minha primeira
eleição para a Comodoria do Iate Clube
Jardim Guanabara. Como todo projeto, foi sendo desenvolvido
ao longo de um tempo, no início apenas mentalmente
e, com o passar dos dias, dentro de parâmetros
de logística. O crescimento do Iate não
podia prescindir de um órgão de comunicação
mais veloz, dinâmico, que não permitisse
que as novidades ficassem tão defasadas do seu
público leitor.
Após a maturação da idéia,
finalmente lançamos o primeiro número
do jornal, em março de 1993. Nosso planejamento
previa que ele deveria ser auto-sustentável financeiramente,
para não sobrecarregar as finanças do
clube.
Assim, a primeira edição saiu com apenas
12 páginas, ainda em preto e branco. O fundamental
é que as notícias eram importantes para
o quadro social e a publicidade nele veiculada era suficiente
para bancar o seu custo. Portanto, o jornal estava cumprindo
com o seu objetivo. À medida que os meses se
passavam, o número de páginas foi crescendo,
na mesma medida em que a publicidade crescia. Algum
tempo depois, veio o advento de páginas coloridas,
com o avanço da tecnologia gráfica - e
o Jornal GOLFINHO adequou-se à nova era. Logo
também percebemos que podíamos ter um
número maior de leitores, o que seria interessante
para os propósitos do jornal e dos nossos anunciantes.
Assim, o GOLFINHO evoluiu para se tornar um jornal de
bairro, prestando informações úteis
aos moradores da Ilha do Governador, nos campos social,
da administração pública, esportivo,
cultural, de comportamento, etc. Nesse contexto, firmamos
convênios com os clubes coirmãos da Ilha
do Governador, elaborando reportagens segundo o interesse
das diretorias dessas associações. Desta
forma, aumentamos o leque de informações
úteis à disposição dos leitores.
Desde o primeiro número do Jornal GOLFINHO seu
editor é o jornalista Alzir Rabelo, que permanece
até hoje, e sempre demonstrando satisfação
com o trabalho que faz, no comando de uma equipe de
repórteres, fotógrafos, publicitários,
artefinalistas e pessoal administrativo. Nosso entrosamento
sempre foi o melhor possível, pois pensamos de
forma semelhante em relação à maioria
de todos os temas. É claro que divergimos em
um ou outro assunto, como é natural que seja,
mas a amizade e o respeito recíprocos não
permitem que isso cause o mínimo problema.
A principal recomendação que fiz ao nosso
editor, e com a qual ele concorda inteiramente, é
que o foco do noticiário do Jornal GOLFINHO seja
sempre o interesse público. Infelizmente, é
comum lermos matérias, em jornais diversos, em
que a honra de pessoas é atacada violentamente,
sem que se apresente prova alguma. Pouco adianta se
depois se faz alguma retratação, geralmente
em espaço e letras menores: o estrago já
terá sido feito. Quantas pessoas, quantras empresas
e instituições foram acusadas indevidamente?
Isso é uma das maiores injustiças que
se pode cometer - e, por isso, somos bastante cuidadosos
para não incorrer nesses erros. Sempre que ocorre
uma denúncia ou uma polêmica, nossa orientação
é que os dois lados da história sejam
ouvidos e deem suas versões.
O balanço de tudo o que já foi publicado,
portanto, é positivo. E nossos votos são
de que o Jornal GOLFINHO continue a prestar um excelente
serviço de informação aos sócios
do Iate Clube Jardim Guanabara e aos moradores da nossa
Ilha do Governador.
Parabéns, GOLFINHO!
JOSÉ DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro
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