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Sempre que se perguntar
a alguém, no Brasil, quais devem ser as áreas
fundamentais de atuação dos governos,
invariavelmente a resposta será educação,
saúde e segurança, não necessariamente
nessa ordem. Alguém discorda? Não creio.
Eu também concordo, mas quero chamar a atenção
para um detalhe que, frequentemente, passa despercebido.
Eu me refiro à prática do esporte...
Isso porque, na verdade, o esporte é, em grande
parte, o responsável pelo sucesso dessas três
áreas: educação, saúde e
segurança. Ele não pode ser dissociado
dessas três importantes vertentes, mas dificilmente
é lembrado como um vetor fundamental, como base
para a perfeita concretização dessas três
necessidades básicas.
Quem pratica esporte se submete a padrões rígidos
de disciplina, torna-se mais sociável e colaborador.
Em sua grande maioria, os atletas não possuem
vícios, não trilham descaminhos. E isso
é fundamental como alicerce para a perfeita convivência
familiar. Com o corpo e a mente saudáveis, o
atleta, seguramente, dispõe de saúde mais
bem forjada, torna-se mais capacitado para a apreensão
de conhecimentos e, consequentemente, contribui para
uma melhor condição de segurança
do cidadão.
Por isso, acho que o verdadeiro peso do esporte para
a formação da cidadania brasileira precisa
ser reconhecido, temos de dar a ele seu verdadeiro valor,
por uma questão de justiça. Vejam os prezados
leitores que, nas redes públicas estaduais e
municipais de ensino, existe a figura do professor de
Educação Física. Isso é
muito bom, mas não é o suficiente. Nas
escolas, é ensinado aos alunos teorias e práticas
para um melhor condicionamento físico e fundamentos
de algumas modalidades esportivas. É preciso
ir mais além. E o caminho para isso são
as vilas olímpicas, que devem receber alunos
das redes públicas de ensino no período
inverso ao das aulas: se o aluno estuda de manhã,
deve frequentar a vila olímpica à tarde;
e vice-versa.
Assim, o jovem terá, na vila olímpica,
não apenas lições genéricas,
mas poderá se especializar em alguma modalidade,
como basquete, atletismo, voleibol, futebol, etc., de
acordo com a sua potencialidade. Na vila olímpica
esses jovens terão professores especializados
em cada uma dessas modalidades, podendo ascender no
grupo e até se tornar medalhistas olímpicos.
Reputo a política pública de implantação
de vilas olímpicas como da maior importância
para o desenvolvimento do Brasil, fundamental mesmo.
E que fará melhorar, em muito, nossos índices
nas áreas de educação, saúde
e segurança.
O Presidente Lula já tornou público, por
mais de uma vez, que o Brasil precisa ganhar mais medalhas
nos diversos esportes que fazem parte de uma Olimpíada.
Esse é também o anseio de todo o povo
brasileiro. Para tanto, é necessário que
se prossiga, que se multiplique a implantação
de vilas olímpicas - e que também se apóie
os clubes sociais, os verdadeiros formadores de atletas.
Com toda a certeza, é esse o caminho.
JOSÉ DE MORAES
CORREIA NETO
Comodoro
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