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 Edição Julho de 2009
  A PALAVRA DO COMODORO
 
Esporte:a força de um país
   

Sempre que se perguntar a alguém, no Brasil, quais devem ser as áreas fundamentais de atuação dos governos, invariavelmente a resposta será “educação, saúde e segurança”, não necessariamente nessa ordem. Alguém discorda? Não creio. Eu também concordo, mas quero chamar a atenção para um detalhe que, frequentemente, passa despercebido. Eu me refiro à prática do esporte...
Isso porque, na verdade, o esporte é, em grande parte, o responsável pelo sucesso dessas três áreas: educação, saúde e segurança. Ele não pode ser dissociado dessas três importantes vertentes, mas dificilmente é lembrado como um vetor fundamental, como base para a perfeita concretização dessas três necessidades básicas.
Quem pratica esporte se submete a padrões rígidos de disciplina, torna-se mais sociável e colaborador. Em sua grande maioria, os atletas não possuem vícios, não trilham descaminhos. E isso é fundamental como alicerce para a perfeita convivência familiar. Com o corpo e a mente saudáveis, o atleta, seguramente, dispõe de saúde mais bem forjada, torna-se mais capacitado para a apreensão de conhecimentos e, consequentemente, contribui para uma melhor condição de segurança do cidadão.
Por isso, acho que o verdadeiro peso do esporte para a formação da cidadania brasileira precisa ser reconhecido, temos de dar a ele seu verdadeiro valor, por uma questão de justiça. Vejam os prezados leitores que, nas redes públicas estaduais e municipais de ensino, existe a figura do professor de Educação Física. Isso é muito bom, mas não é o suficiente. Nas escolas, é ensinado aos alunos teorias e práticas para um melhor condicionamento físico e fundamentos de algumas modalidades esportivas. É preciso ir mais além. E o caminho para isso são as vilas olímpicas, que devem receber alunos das redes públicas de ensino no período inverso ao das aulas: se o aluno estuda de manhã, deve frequentar a vila olímpica à tarde; e vice-versa.
Assim, o jovem terá, na vila olímpica, não apenas lições genéricas, mas poderá se especializar em alguma modalidade, como basquete, atletismo, voleibol, futebol, etc., de acordo com a sua potencialidade. Na vila olímpica esses jovens terão professores especializados em cada uma dessas modalidades, podendo ascender no grupo e até se tornar medalhistas olímpicos.
Reputo a política pública de implantação de vilas olímpicas como da maior importância para o desenvolvimento do Brasil, fundamental mesmo. E que fará melhorar, em muito, nossos índices nas áreas de educação, saúde e segurança.
O Presidente Lula já tornou público, por mais de uma vez, que o Brasil precisa ganhar mais medalhas nos diversos esportes que fazem parte de uma Olimpíada. Esse é também o anseio de todo o povo brasileiro. Para tanto, é necessário que se prossiga, que se multiplique a implantação de vilas olímpicas - e que também se apóie os clubes sociais, os verdadeiros formadores de atletas. Com toda a certeza, é esse o caminho.

JOSÉ DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro

 
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