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O tema é o cinema, mas a construção
e inauguração das novas salas de projeção
do Ilha Plaza Shopping já viraram uma novela, com capítulos
se arrastando interminavelmente.
Desde que os dois cinemas foram fechados, ainda na gestão
da In Mont Engenharia, que os insulanos, órfãos
da sétima arte, clamam pela sua volta. Quando a BR
Malls comprou o shopping, as esperanças se fortaleceram
no âmago dos moradores da Ilha. Entretanto, sucessivos
adiamentos vêm jogando uma ducha de água fria
na expectativa de todos.
O Jornal GOLFINHO tem acompanhado passo a passo todo esse
drama: em dezembro de 2007, num furo jornalístico,
o colunista Alzir Rabelo anunciou, extraoficialmente, que
quatro cinemas seriam construídos no shopping. Em janeiro
de 2008 a assessoria de imprensa da BR Malls confirmou a assinatura
de um pré-contrato para a construção
e operação de quatro salas de cinema multiplex.
Através de informações de outras fontes,
o GOLFINHO informou que a operadora seria a Cinesystem. O
prazo cogitado para a inauguração era dezembro
de 2008.
Nada de concreto ocorreu e, em outubro de 2008, em entrevista
concedida ao Jornal GOLFINHO, o Superintendente do Ilha Plaza,
Luiz Vaz, explicou que o shopping havia conseguido uma autorização
da Prefeitura, da Aeronáutica e da Infraero para aumentar
o gabarito do prédio, no tocante exclusivamente às
salas de cinema, já que isso não causaria aumento
da densidade demográfica.
Com este planejamento inteligente e criativo, a BR Malls poderia
construir cinco salas, ao invés de quatro, aumentando
a área de 1.400 metros quadrados para 2.590 metros
quadrados e a capacidade de 700 para mil espectadores. A empresa
responsável pelas obras já teria sido até
licitada: a Sales de Andrade Engenharia. O novo prazo para
a inauguração passou a ser o final do primeiro
semestre de 2009 - ou seja: junho agora.
Como não se vê nenhuma movimentação
de obra no Ilha Plaza, o Jornal GOLFINHO voltou a perguntar
à assessoria de imprensa do BR Malls quando, finalmente,
começará a construção dos cinemas
- com o quebra-quebra de paredes, já que, até
agora, a única providência tomada foi a saída
do magazine Renner do terceiro piso, para ceder o espaço
para o cinema - e a razão de tanta demora. Em nota,
a assessoria informou que o início das obras está
previsto para o começo deste mês de junho, com
a colocação dos tapumes e maquinário
e, logo em seguida, começa o quebra-quebra. Mas ainda
não foi definida a empresa operadora das salas, pois
o contrato contém muitos detalhes, que estão
sendo analisados minuciosamente.
Que o The end desta novela tenha um happy end...
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