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 Edição Maio de 2008
  A PALAVRA DO COMODORO
 
Quanto mais vivemos, mais aprendemos a amar nossas mães
   

Aqueles que acompanham as edições do Jornal GOLFINHO já sabem: aqui nesse espaço, “A Palavra do Comodoro”, sempre escrevo, em maio, sobre o Dia das Mães. E isso há 16 anos... E cada vez que escrevo sou tomado sempre por novas emoções, como se fosse a primeira vez que eu fosse escrever, enaltecendo a figura incontestavel e unanimemente admirada das mães.

Alguns poderiam perguntar: mas ainda existe algo a ser dito sobre as mães, para elogiá-las, que você ainda não tenha escrito? E eu responderia, sem hesitação: por mais que se exalte, por mais que se escreva, por mais que se homenageie, por mais que se proclame, por mais que se reconheça e se seja grato às mães, tudo isso é uma infinita migalha diante do que elas merecem.

Não gostaria de comentar aquela tragédia recentemente acontecida em São Paulo, mas esse é um tema recorrente em todas as rodas de conversa, por ter chocado profundamente as famílias brasileiras, independentemente de credo, classe social, condições financeiras, grau de instrução, etc. Uma das piores conseqüências desse drama pode ser o agravamento da desconfiança nata que as pessoas, de modo geral, já têm com as madrastas, essas mulheres a quem o destino encarregou de criar, educar e amar filhos que elas não geraram, mas que descendem de seus companheiros. Logicamente, essa é uma missão muito mais difícil, que exige uma supersensibilidade, bastante auto-segurança e uma dose de bom senso generosa. Se a madrasta repreende o enteado por alguma travessura, alguém sempre poderá comentar: “...é porque não é filho dela”; se faz vista grossa, outros dirão: “não quer se aborrecer nem se esforçar porque não é filho dela...”.

É claro que existem madrastas excelentes e outras deficientes. Entretanto, o mesmo se poderá dizer das mães biológicas, pois, infelizmente, a mídia nos apresenta com freqüência casos de mães naturais que maltratam ou até mesmo abandonam seus filhos, às vezes até recém-nascidos.

Por isso, chamo a atenção dos nossos leitores para a reportagem que esta edição do GOLFINHO publica nas páginas 20 e 21. A composição da sociedade brasileira, neste século XXI, é muito diferente da que existia há 100 ou 50 anos. Casamentos desfeitos redundam, quase sempre, em novas famílias, com filhos convivendo com madrastas e padrastos. Se a convivência com pais biológicos é muitas vezes conflitante, por que não poderá haver divergências no seio de famílias formadas a partir de um segundo ou terceiro casamento? O importante é que haja muita tolerância, compreensão e diálogo. Dessa forma, será mais fácil prevalecer o amor e criar laços fraternais verdadeiramente sólidos.

A todas as mães do Iate e da Ilha do Governador rendo a minha melhor homenagem, fazendo votos de que tenham um domingo feliz com seus filhos e demais familiares. Aproveito para saudar e agradecer, com todo carinho e gratidão, às mães de todos os meus oito filhos, seis do sexo masculino e dois do feminino, filhos esses responsáveis pelas melhores felicidades que um pai pode almejar. Do fundo do meu coração, uma lembrança sentida e uma saudade enorme de minha queridíssima mãe, que, infelizmente, não está mais conosco. Feliz Dia das Mães para todas as famílias!

JOSÉ DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro

 
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