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 Edição Maio de 2008
  Supercampeã Joana Cortez muda de lugar nas quadras de tênis: de jogadora, passa a ser técnica


COINCIDÊNCIA: A IATIANA JOANA CORTEZ
abandona a carreira de jogadora NA MESMA ÉPOCA DE GUGA,
o maior tenista brasileiro

 

Uma das maiores esportistas que o Iate formou em toda a sua história se aposentou precocemente no início desse ano. A tenista Joana Cortez – medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg e Santo Domingo e bronze no do Rio, em 2007 – decidiu dedicar-se exclusivamente à carreira de técnica deste esporte, em São Paulo.

Joana teve seu primeiro contato com o tênis aos 8 anos de idade, na escolinha do Iate, na época coordenada pelo professor Richard des Forest. Antes, apenas sua tia, Inês, havia apresentado a ela uma raquete. Joana começou junto com sua irmã, Paula, mas elas também faziam aulas de vôlei e natação no clube.

Mas o tênis acabou falando mais alto e, dois anos depois, Joana tornou-se atleta federada e passou a disputar torneios em todo o país, jogando pela categoria até 10 anos, misto. “Naquela época, havia poucas meninas e a maioria das partidas eu jogava contra meninos mesmo” – recorda.

Para Joana, o Iate tornou-se a extensão de sua casa e os professores e tenistas do clube, sua segunda família. “Éramos muito unidos. Eu e Paula passávamos os finais de semana jogando duplas no clube, com tenistas de várias idades” - relembra Joana, que, ao completar 18 anos, dedicou-se com mais afinco à carreira profissional e foi morar em São Paulo.

Tendo como ídolos Martina Navratilova e Pete Sampras, Joana chegou a enfrentar, na categoria juvenil, Amelie Mauresmo, top de ranking na ocasião. Mas um jogo que ficou marcado na memória foi uma partida-exibição em São Paulo, onde jogou ao lado da Martina Hingis, contra Miriam D’Agostini e Anna Kournikova.

Ao longo de sua carreira, Joana foi campeã brasileira profissional em 2001 e ex-número 1 do Brasil de simples e de duplas no ranking nacional.

A tenista jogou a Fed Cup – Copa Davis feminina – representando a equipe brasileira durante oito anos, jogando os Grand Slams US Open 2001 e Austrália Open 2002, disputando mais de 70 finais do circuito profissional feminino e as Olimpíadas de Sydney, em 2000.

Apesar de ter encerrado a carreira em janeiro, Joana está inclinada a jogar alguns torneios, como o Futures, da Argentina. “Vou acompanhar a Natália Guilter, que é uma jogadora que estou treinando, e jogarei dupla ao lado dela” – revela Joana, que possui uma escola de formação de atletas na Academia Rio Sport Center, na Barra da Tijuca, que conta com o apoio de preparador físico, psicóloga e nutricionista.

- Estou montando alguns projetos, como o “Tênis nas Escolas”, passando um pouco de minha experiência para a garotada. Ainda tenho feito cursos para me especializar como treinadora – declara Joana, lembrando que, para ter uma carreira vitoriosa no tênis, é importante gostar do esporte e da vida de atleta, treinando, jogando e se atualizando, além de cuidar da saúde e não deixar os estudos de lado.

 
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