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O Iate Clube Jardim
Guanabara ficou de luto, dia 9 de abril, devido ao falecimento,
aos 69 anos, de um dos sócios mais participativos
e representativos de sua história: o benemérito
Huáscar Rodrigues, um dos grandes responsáveis
pela construção e solidificação
da força do clube nos esportes náuticos.
Como profundo amante e conhecedor da vela, ele, que
inclusive foi presidente da Federação
de Vela do Rio de Janeiro, sempre teve a vida bastante
ativa mesmo em outros clubes com tradição
marítima, como o Jequiá Iate Clube, onde
foi comodoro e diretor social. No Iate, foi diretor
de vela e presidente do Conselho Deliberativo, tendo
sido também candidato a comodoro.
Muito querido pelos inúmeros amigos, Huáscar
destacava-se pela descontração, eloqüência
e, principalmente, pelo espírito festivo, visto
que buscava, diariamente, reunir vários amigos
em casa, no Zumbi, para jogar conversa fora noite adentro
e para passar mais tempo com as pessoas de que gostava.
Outro exemplo disso eram os constantes passeios de lancha
ou barco a vela que fazia com os companheiros do dia-a-dia,
tendo como destinos certos a cidade de Angra dos Reis,
onde ficavam em uma casa alugada, e as ilhas de Jurubaíba
e de Paquetá.
Um de seus maiores e mais antigos amigos, Edson Mascarenhas,
Diretor de Náutica do Iate, diz que Huáscar
era um companheiro de aventuras marinhas sem-igual e
que ele fará muita falta, não só
para os que com ele conviviam, mas, também, de
forma geral, para a própria vela no clube: Nós
éramos contemporâneos e nos conhecemos
no início da década de 60, quando ocupávamos
cargos de diretoria no Jequiá. Desde então,
nos tornamos amigos fiéis e estávamos
sempre juntos. Uma pessoa vibrante e participativa como
ele foi para a vela do Iate não aparecerá
tão cedo, muito menos com o espírito fraternal,
que ele tinha para com todos. Sem dúvida alguma,
ele é um excelente exemplo de ser humano a ser
lembrado por todos nós conta o diretor.
Mascarenhas lembra, também, um fato marcante
na vida do amigo, quando, em 1990, Huáscar e
dois outros importantes sócios passaram por uma
difícil situação na Baía
de Guanabara: Há alguns anos, o Huáscar
saiu de barco com dois outros sócios e, por uma
infelicidade, terminaram naufragando bem próximos
à Ponte Rio-Niterói. Por volta das 15
horas, eles estabeleceram o último contato de
rádio com o Iate, que fez, de barco mas em vão,
uma busca por eles. Já pelas 17 horas, ligaram
para mim e eu estava no Iate, dormindo no meu barco,
onde, na época, eu morava. Quando eu soube do
que houve, logo saí atrás deles também
e só uma hora depois é que os encontrei,
sendo que ele foi o último a ser achado, boiando
junto ao estofamento do banco do barco, um pouco mais
distante de todos. Foi muita sorte nada de mais sério
ter acontecido com o meu amigo confessa.
Além de dar nome à Secretaria Náutica
do Iate (Complexo Huáscar Rodrigues), ele será
homenageado também com o novo batismo da lancha
Da Vela, de propriedade do clube, que levará
seu nome. Tanto o seu sepultamento, no Cemitério
do Cacuia, quanto a missa celebrada no dia 16, às
18h30min, no Bar da Náutica, no Iate, provaram
o imensurável prestígio de Huáscar.
Entre inúmeros outros amigos, além dos
familiares, estiveram presentes o Comodoro José
Moraes, o Presidente do Conselho Deliberativo, Renaldo
Pereira Nunes, os ex-Comodoros Hélio Feliciano
e Sebastião de Oliveira Filho, o Vice-Comodoro
Marcos Moraes, inúmeros beneméritos, diretores,
conselheiros e sócios, principalmente os mais
ligados à náutica. O Comodoro José
Moraes, amigo de longo data de Huáscar Rodrigues,
disse ao GOLFINHO que a perda foi enorme, para os amigos
e para o clube:
- Huáscar Rodrigues foi um homem batalhador e
vibrador, apaixonado pelo mar e pelo Iate. Um homem
de opinião e de ação, amigo e leal,
sempre presente nos principais momentos da história
do Iate.. O progresso do clube, principalmente na área
náutica, lhe é, com certeza, devedor -
disse o Comodoro.
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