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 Edição Maio de 2008
  Mães de filhos que elas não geraram; mas a quem amam... e são por eles amados

“A sorte foi madrasta com fulano...” Quantas vezes já não ouvimos essa frase? Mas também tem aquela outra: “Mãe é aquela que cria...” Na verdade, apesar de o termo “madrasta” ter adquirido uma conotação pejorativa - principalmente depois do assassinato da menina Isabela, em São Paulo -, existem abundantes exemplos de mulheres que, ao se casarem com maridos que já tinham filhos, dedicaram-se a essas crianças como se mães biológicas fossem. Deram e ainda dão amor. E, logicamente, recebem o mesmo amor.
Às vésperas do Dia das Mães, o Jornal GOLFINHO conta as histórias de duas dessas guerreiras, que só enobrecem o ser humano.



LUÍS MOMO, AMANDA, HANDREY, ALESSANDRA E O PEQUENO LUCAS: UMA FAMÍLIA UNIDA E FELIZ, EM QUE OS LAÇOS DE AMIZADE SÃO MAIS IMPORTANTES DO QUE OS LAÇOS SANGÜÍNEOS


SOLANGE, ADRIANA E MARCOS: “SEI QUE CRIEI UMA PESSOA DO BEM, PRONTA PARA ENFRENTAR O MUNDO. MINHA MAIOR FELICIDADE É VÊ-LA BEM COM SEU MARIDO, OS FILHOS E TAMBÉM NO TRABALHO”

Solange Almeida da Silva, 45 anos, funcionária pública, moradora do Jardim Carioca, casou-se aos 18 com Marcos Almeida da Silva, que já tinha uma filha, Adriana, de 4 meses. A mãe de Solange ainda a alertou sobre iniciar uma vida nova, de recém-casada, com uma filha que não era sua. Mas Solange já estava decidida:

- Quando eu soube que o Marcos tinha uma filha, não pensei duas vezes: disse para mim mesma que eu o amava demais e que, com toda a certeza, iria amar a sua filha também. E, graças a Deus, deu tudo certo - conta Solange, depois de 28 anos de casamento e de mais duas filhas, Monah e Hanna, hoje com 25 e 21 anos: “Sempre tratei as três sem nenhuma distinção, com o mesmo amor. A única diferença é que a Adriana é a filha do coração” - confessa Solange.
Adriana também se derrete toda ao falar de Solange:

- Minha mãe biológica não tinha condições de me criar, por isso fui morar com eles. Nos momentos bons e ruins eles sempre estiveram do meu lado e sempre fui tratada pela Solange como filha mesmo, nunca me senti diferente das minhas irmãs - conta Adriana, hoje casada e mãe de dois filhos.

Alessandra Loio Vaz Momo, 35 anos, comissária de bordo, moradora do Jardim Guanabara, casou-se há 13 anos com Luís Carlos Normann Momo, 54, piloto de linha aérea. Ela já tinha uma filha, Amanda, na época com 3 anos. E ele, um filho, Handrey, então com 13:

- Montei um quarto para ele e nos demos muito bem. Teve uma fase, de adolescente, em que ele queria matar aulas, mas eu marcava em cima. Ia atrás dele na rua e o obrigava a ir para o colégio. Sempre o tratei como um filho verdadeiro - explica Alessandra. Handrey, que só vê a mãe biológica nas férias, em Porto Alegre, resume sua convivência com Alessandra:

- No início foi tudo bom, no meio ficou mais ou menos, quando eu era adolescente, e depois voltou a ficar bom - explica Handrey, aeroviário, hoje com 26 anos. Além de Amanda e Handrey, o casal tem Lucas, de 9 anos. No próximo Dia das Mães, se os pais não estiverem voando, de serviço, a comemoração, como sempre, será um almoço em família, na casa da mãe de Alessandra.

 
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