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Muitas pessoas dizem - e com uma certa razão
- que não seria necessário haver um dia
especial dedicado à mulher, se ela já
tivesse alcançado o mesmo grau de poder e reconhecimento
de que o homem desfruta na sociedade. Na verdade, apesar
de, nos últimos anos, a mulher ter ampliado o
seu leque de conquistas, ainda sofre restrições
e preconceitos, em muitas áreas.
No Brasil, felizmente, isso vem mudando, rapidamente.
Inúmeras profissões que, antigamente,
não eram ocupadas por mulheres, hoje apresentam
até mais trabalhadoras do sexo feminino do que
do masculino. Na advocacia, no jornalismo, na medicina,
no setor de marketing e vendas, na engenharia, nas diversas
modalidades esportivas, na administração,
nas atividades econômicas, nas profissões
de formação de nível técnico,
em todos esses segmentos a mulher tem pontificado. Ah,
e as mulheres são mesmo tinhosas... Quando cismam
de ser as melhores em um determinado assunto, esforçam-se
com tal determinação que, na maioria das
vezes, conseguem seu intento.
Na política, entretanto, as mulheres, infelizmente,
detém pequena participação. Talvez
porque, no imaginário popular, a política
seja considerada como uma atividade menos nobre, destinada
apenas aos homens, porque esses têm mais disposição
para disputas, brigas e malícias. É uma
pena, porque a legislação eleitoral reserva
às mulheres um certo percentual, para saírem
candidatas a qualquer cargo legislativo ou executivo...
e os partidos não conseguem preencher essas cotas.
No Poder Legislativo são poucas as senadoras,
deputadas e vereadoras. Governadora de Estado, ao que
me lembre agora, temos apenas três ou quatro,
o que, convenhamos, é muito pouco. Não
faria jamais a demagogia de dizer que a mulher é
melhor administradora do que o homem, ou mais honesta,
ou mais eficiente, etc. Há mulheres competentes
e outras não, assim como entre os homens. Mas
que a mulher possui uma certa fidalguia, um jeito sereno
e inteligente de se comunicar, de convencer seus pares,
uma delicadeza especial no trato, isso é inegável.
Deixo aqui, portanto, os meus maiores e efusivos cumprimentos
a todas as mulheres do Iate e da Ilha do Governador,
de todas as idades, credos, ideologias, classes sociais
e raças. Os meus votos são de que vocês
alcancem todos os direitos e prerrogativas de que são,
de fato, merecedoras. Mas que, mesmo assim, continue
a existir o Dia Internacional da Mulher, porque faz
muito bem a nós, homens, poder cumprimentá-las,
reverenciá-las, dizer, enfim, de toda a nossa
admiração, respeito e amor por vocês.
Outro assunto que gostaria de comentar aqui nesse espaço
é o fato de que o Jornal GOLFINHO está
entrando no seu décimo oitavo ano de existência.
Fundado em março de 1993, não deixou de
circular um mês sequer, sempre levando informação
de qualidade a todos os seus leitores. Aliás,
em outubro passado comemoramos, com uma grande festa,
o fato de termos chegado à edição
de número 200, de um simbolismo especial. Parabéns
a todos os leitores e anunciantes, razão de ser
principal de todo esse sucesso.
JOSÉ DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro
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