Já foi o tempo em que soltar balões
ficava restrito às festas juninas. Atualmente, grupos
de baloeiros chegam a se reunir pelo menos uma vez por mês
para mostrar seus novos brinquedos que, ao caírem,
transformam-se em verdadeiras armas, podendo provocar incêndios
na rede elétrica, em casas, matas, terrenos baldios,
empresas e indústrias da região. A Ilha também
sofre com essa prática que é crime
previsto em lei e possui pontos que precisam ser
vigiados 24 horas por dia, como os paióis das unidades
militares do bairro e o Aeroporto Internacional, pois se
um balão atingir a turbina de uma aeronave, poderá
provocar uma tragédia.
Uma brigada permanente do Serviço Contra Incêndio
formada por cinco bombeiros de edificação
atua diariamente para proteger toda a área
do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Se funcionários
da torre de comando avistarem um balão que coloque
em risco as aeronaves e edificações, eles
acionam o serviço. A equipe, então, acompanha
o balão que, após capturá-lo, o incinera
ou o leva para a Brigada Florestal.
Segundo Luiz Antonio Enéas, coordenador de salvamento
e combate a incêndio do aeroporto, felizmente, não
houve ocorrências relevantes desde outubro de 2009,
mas que, só no último Dia das Mães,
seis balões caíram na área do Tom Jobim.
Enéas disse ainda que se algum morador avistar um
balão nas proximidades do aeroporto pode ligar para
3398-4444.
Apesar de a captura de balões não ser diretamente
de sua alçada, o Coronel Amaury Meyer Filho, Comandante
do Corpo de Bombeiros da Ilha, demonstra-se preocupado com
o problema.
- Possuímos um grupamento de incêndio florestal,
mas como soltar balão é crime, devemos acionar
a Polícia Militar revela Amaury, destacando
que os bombeiros realizam, periodicamente, campanhas educativas
sobre o tema junto às escolas públicas do
bairro e, quem avistar um balão caindo, pode ligar
para 193 (Bombeiros) ou 2701-8268 (Polícia Florestal
do Meio Ambiente).
BALÕES APREENDIDOS NO AEROPORTO TOM JOBIM