13 de março, sábado, das
8 às 13 horas: nesse dia e horário, integrantes
do movimento Terminal Pesqueiro na Ilha Não!
farão uma manifestação no trecho da
Estrada do Galeão junto ao chafariz, a Casa Show
e o estacionamento do McDonalds.
A idéia do movimento é, apoiado por faixas,
bandeiras e um carro de som, distribuir panfletos aos pedestres
e motoristas, nos sinais de trânsito, alertando a
todos dos desconfortos e perigos a que a população
estará exposta se o Ministério da Pesca conseguir
construir mesmo esse megaempreendimento. Entre as principais
desvantagens apontadas encontram-se o caos total no trânsito,
com a entrada e saída da Ilha ficando entulhada de
centenas de caminhões de restaurantes e peixarias
de todo o Grande Rio, que irão até a Ribeira
comprar o pescado; a desvalorização dos imóveis;
a agressão ao meio ambiente junto ao Manguezal do
Jequiá, que é uma Aparu, e o risco de acidentes
causados pelo choques de aves com os aviões, uma
vez que a concentração de peixes atrai muitos
pássaros.
ALGUNS
DOS MAIS COMBATIVOS LÍDERES DO MOVIMENTO "TERMINAL
PESQUEIRO NA ILHA NÃO!":
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ALUÍSIO LEMOS

TERESINHA VICTORINO

EDUARDO MONTEIRO

AMILCAR OLIVEIRA
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JOSÉ LUIZ FERREIRA

ANDRÉ LUIZ ABDALLA

EUNICE CARIRY

VICTOR NICODEMOS, RÔMULO MATTOS, OSCAR FETTER,
MANOEL DA SILVA, ALLAN MARCHIONE E EISABURO MORI
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Aeronáutica condena terminal
pesqueiro na Ilha, em parecer pedido pelo Ministério
Público Federal
Um importante round foi ganho pelo movimento
Terminal Pesqueiro na Ilha Não!: o CNPAA
(Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos), órgão do Ministério
da Defesa, subordinado ao Comando da Aeronáutica,
emitiu parecer técnico, a pedido do Ministério
Público Federal, através da Procuradoria da
República no Estado do Rio de Janeiro, condenando
enfaticamente a intenção de o Ministério
da Pesca construir um terminal pesqueiro na Ribeira. Com
profundo embasamento técnico e jurídico, o
documento cita a Resolução Conama nº
4, de 4 de outubro de 1995, que estabelece que dentro
da ASA (Área de Segurança Aeroportuária)
não será permitida a implantação
de atividade de natureza perigosa, entendida como foco
de atração de pássaros.
O parecer frisa ainda que foram registradas 259 fatalidades
no mundo, em consequência de colisões entre
aeronaves e a fauna, e que 94% das colisões
ocorrem dentro da ASA, enfatizando que faz-se
necessário reduzir a presença de aves, que
representam risco à aviação...
Como é sabido, uma das principais razões de
se lutar contra o terminal pesqueiro na Ribeira é
que a área onde se pretende construí-lo está
a menos de 20 quilômetros do Aeroporto Tom Jobim e
fica muito próxima da pista do Aeroporto Santos Dumont.
Uma concentração de peixes nesse local atrairia,
fatalmente, muitos pássaros, colocando em risco a
vida de passageiros e de moradores da Ilha do Governador.
O parecer do CNPAA, assinado pelo seu presidente, Brigadeiro-do-Ar
Jorge Kersul Filho, não deixa margens a dúvidas,
lembrando, inclusive, que, com a realização,
em futuro próximo, da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos,
o número de vôos crescerá muito. O documento
ressalta ainda que o Código Brasileiro de Aeronáutica
(Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986) estabelece
que as propriedades vizinhas de aeródromos
e das instalações de auxílio à
navegação aérea estão sujeitas
a restrições especiais e que o Brasil
é signatário da Organização
de Aviação Civil Internacional, que traz em
suas publicações sobre aeródromos orientações
sobre a redução do perigo aviário.
O estudo do CNPAA cita ainda o Código Penal Brasileiro,
que, em seu Artigo 132, estabelece que é crime
expor a vida ou a saúde de outrem a perigo
direto e iminente. E também faz referência
à Constituição Federal, que em seu
Artigo 182 dispõe que o Poder Público
Municipal (...) tem por objetivo (...) garantir o bem-estar
de seus habitantes.
Os integrantes do movimento Terminal Pesqueiro na
Ilha Não! tomaram conhecimento do parecer com
bastante alegria, em vista da seriedade e imparcialidade
que caracterizam esse órgão aeronáutico.
Mas fizeram questão de frisar que a guerra
ainda não está ganha, apenas uma batalha.
O Ministério da Pesca vai tentar passar com um trator
por cima de tudo e, por isso, não podemos esmorecer.
Temos de continuar lutando para que os órgãos
ambientais do Estado, do Município e da União
neguem as licenças para o terminal.