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O Iate Clube Jardim Guanabara
é - e será sempre - um clube eminentemente
familiar. Com espaços democráticos para
que as crianças, os adolescentes, os adultos
e os membros da terceira idade convivam harmonicamente,
integrados, desfrutando das inúmeras atividades
esportivas, sociais e culturais, dirigidas às
suas faixas etárias. Essa filosofia vitoriosa
foi mais valorizada ainda com o advento da Administração
Novos Ventos, que há 18 anos comanda os destinos
do clube.
Uma das coisas que mais nos orgulham é a extrema
confiança que os pais depositam em nossa administração.
Muitas vezes, deixam seus filhos numa de nossas escolinhas
e vão trabalhar ou se divertir no próprio
clube, apanhando-os depois em horários combinados.
Eles sabem que o clube zela com muito empenho pela segurança
e tranquilidade de todos. É claro que não
podemos ser onipresentes, mas nossa estrutura, alicerçada
em muitos anos de experiência, é planejada
nos mínimos detalhes, que vão desde a
presença maciça de vigilantes, bem distribuídos
por toda a imensa área do clube, ao funcionamento
integral de nosso Departamento Médico, apto a
prestar socorro imediato em casos de acidentes.
Como todos sabem, desentendimentos ocasionais entre
sócios (que ocorrem em qualquer parte do mundo,
pois todos somos seres humanos, imperfeitos por natureza),
se causarem algum tipo de mal-estar ou ferirem a disciplina,
são levados a comissões disciplinares
internas, para avaliações mais apuradas.
É sabido também que, dependendo da gravidade
da infração, os sócios envolvidos
podem ser imediatamente suspensos, ad referendum do
que a Diretoria venha a decidir. Essa rigidez e imparcialidade
no arbítrio dos incidentes é que, ao longo
dos anos, têm respaldado cada vez mais essa nossa
política. Eu mesmo, quando jovem, fui punido
pelo clube por algumas travessuras. E justamente punido.
O sócio que transgride as regras de boa convivência
- seja filho de sócio ou diretor - receberá
sempre uma punição compatível com
seus atos.
Recentemente, tivemos o desprazer de suspender, ad referendum,
um sócio pré-adolescente que, utilizando-se
de uma réplica perfeita de uma arma - na verdade,
uma pistola de pressão, que dispara bolinhas
de plástico - feriu dois outros pré-adolescentes.
Nossa Diretoria de Segurança, sempre atenta e
presente no clube, imediatamente interviu e tomou as
primeiras providências. Os detalhes ainda estão
sendo analisados, tomados depoimentos de envolvidos
e de testemunhas, com amplo direito de defesa, mas o
cerne da questão é que de nenhuma maneira
é plausível que um jovem possa portar,
dentro do clube, um artefato desse. Nem jovem, nem adulto,
nem idoso. E, se não pode portar, muito menos
fazer uso dele, em qualquer hipótese.
Se o disparo foi acidental ou fruto de uma brincadeira
de mau gosto, isso está sendo apurado, mas são
apenas agravantes. O fundamental é que esse brinquedo,
que possivelmente é fruto de contrabando ou pirataria,
pois custa-me crer que seja fabricado e vendido legalmente,
é totalmente incompatível com a convivência
que pretendemos aqui no Iate, estritamente familiar.
Os clubes sociais, assim como as escolas, têm
a obrigação de ajudar os pais na educação
de seus filhos, de modo complementar, principalmente
se ainda estão em formação. Esse
é também nosso papel, temos consciência
disso e dele não abrimos mão. Felizmente,
no caso citado, os dois adolescentes atingidos não
o foram com gravidade, mas eu pergunto: e se as bolinhas
de plástico, disparadas por grande pressão,
atingissem os olhos ou outra parte mais sensível
desses garotos ou de outras pessoas - bebês, idosos,
etc. -, como seria?
Diante do exposto, alerto os pais iatianos para que
procurem saber se seus filhos também não
foram atraídos por esses brinquedos,
totalmente nefastos. Eu também já fui
criança, como todos os pais. Apesar da confiança
que depositamos em nossos filhos, é preciso que
fiquemos sempre vigilantes, para protegê-los.
E é claro que, se algum jovem for visto no Iate
portando um desses brinquedos, mesmo que
não o esteja utilizando, ele será suspenso
e seus responsáveis chamados à reunião
de Diretoria, para que prestem esclarecimentos.
Como já sabemos, sempre é melhor prevenir
do que remediar. Confiamos no bom senso de todos. Esperamos
receber o apoio de nossos sensatos pais iatianos.
JOSÉ DE MORAES
CORREIA NETO
Comodoro
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