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 Edição Fevereiro de 2009
 


Participantes de simpósio sobre trens para a Ilha sabatinam representantes da Supervia e se põem a favor do projeto
FÓRUM COORDENADO PELO JORNAL GOLFINHO QUER QUE GOVERNO DO ESTADO DEFINA SUA POSIÇÃO

 

Para ouvir uma exposição da Supervia sobre seu projeto de implantar uma linha de trens supermodernos para a |lha, com início na Central do Brasil e desvio a partir da estação de Bonsucesso, 70 moradores da Ilha compareceram ao Iate Clube Jardim Guanabara, no último dia 15 de janeiro, onde, no Salão Novos Ventos, fizeram perguntas relacionadas ao tema. De maneira geral, os participantes - lideranças comunitárias, empresariais (como o Superintendente do Ilha Plaza, Luiz Vaz) de clubes sociais, de clubes de serviços, de ONGs e autoridades civis e militares (como a Administradora Regional Ângela Rosa, a diretora da Casa do Índio, Eunice Cariry, o comandante do 17º BPM, Coronel Célio Pedrosa, e a assessora de imprensa da Infraero, Débora Mello) - colocaram-se a favor do projeto, por ser o transporte ferroviário mais econômico, rápido e não poluidor, além do que contribuirá para desafogar o volume de veículos na Estrada do Galeão e na Linha Vermelha.
Outro fator importante lembrado foi que, se o bilhete único for mesmo implantado, como prometem as autoridades estaduais e municipais, o morador de qualquer bairro da Ilha poderá pegar um micro-ônibus ou uma van até a estação ferroviária da Ilha (que ficará na Portuguesa), daí o trem, saltar na Central do Brasil e pegar o metrô para qualquer estação, pagando apenas uma passagem.
Itamar Marques, técnico especialista da Supervia e morador do Village, fez uma explanação de todo o plano, projetando mapas e desenhos em um telão. Depois, o engenheiro João Bosco, também da Supervia, respondeu às perguntas da platéia.
As indagações referiam-se ao tempo de construção da linha, impacto ambiental, se seria possível implantar o trem-bala, se haverá viagens expressas (direto da Ilha à Central do Brasil, sem parar em outras estações), se haverá segurança para os passageiros no trecho que passa sobre a Maré, por causa dos tiroteios, a quem caberá o custo da construção e das desapropriações, como se dará a integração com o Aeroporto Tom Jobim, qual o impacto da construção sobre o comércio, já que em outros bairros, como em São Cristóvão, houve desvalorização comercial por causa de vias elevadas, se haverá litígio com o Metrô, a quem já estaria destinado essa linha, e se haverá escadas rolantes nas estações, para deficientes e pessoas da terceira idade.
João Bosco explicou que, a partir da aprovação do plano pela Secretaria Estadual de Transportes e da efetivação das desapropriações, que serão poucas, o projeto estará implantado em dois anos. Disse ainda que, em todo o projeto, é destinado cerca de 30% para amenizar o impacto ambiental das obras, que, nesse caso, será mínimo. Sobre o trem-bala, disse que é inviável, pois esse veículo precisa de, pelo menos, 20 quilômetros para começar o processo de freagem - e o trajeto Ilha-Bonsucesso tem apenas 13 quilômetros. Mas disse que as viagens expressas são perfeitamente possíveis, desde que as composições lotem nas primeiras estações, nos horários de rush.
Quanto ao custo do projeto João Bosco explicou que a Supervia arcará com todas as obras, em troca de o Governo Estadual estender o prazo de sua concessão. Apenas as desapropriações serão encargo do Estado. Com relação ao risco de balas perdidas na área da Maré, o engenheiro da Supervia disse que, por precaução, poderá ser construído um muro protetor no trecho, em elevação, que passa por aquele complexo. Quanto à possível desvalorização do comércio, João Bosco explicou que, na Ilha do Governador, a linha viria sobre o mar, em paralelo à Estrada do Galeão, apenas entrando nessa via a partir da estação Galeão, próximo à entrada para o aeroporto. E, no trecho em que percorrerá, como elevado, a Estrada do Galeão, não há comércio preponderante, apenas vilas residenciais militares.
Sobre o acesso ao aeroporto, disse que, a partir da estação Galeão, micro-ônibus e vans farão a integração com o terminal, beneficiando não só funcionários, como também passageiros. Com relação a escadas rolantes, João Bosco afirmou que todos os projetos da Supervia já são calculados para bem atender a idosos e deficientes. E, sobre o possível conflito com o Metrô, disse que tanto a Supervia como o Metrô são concessionários - e que ambos podem se habilitar e propor novas linhas, cabendo ao Estado aprovar.
Francisco Filardi, engenheiro, comerciante, ex-diretor do DER e ex-presidente da Associação Comercial da Ilha, elogiou o projeto e a iniciativa do Jornal GOLFINHO em realizar um encontro aberto ao público para discutir o assunto e confessou, alegre:
- Acho que, pela primeira vez, participo de uma reunião aqui na Ilha do Governador, aberta ao público e a todas as correntes interessadas, em que a unanimidade das pessoas se mostra favorável a um projeto.
O Editor do Jornal GOLFINHO, Alzir Rabelo, lamentou a ausência - justificada - de representantes da Secretaria Estadual de Transportes e conclamou todos os segmentos formadores de opinião do bairro a cobrar um posicionamento do Governo Estadual, a respeito desse projeto:
- Nossa conclusão é que esse projeto melhoraria consideravelmente as condições de transporte dos moradores da Ilha, bastante prejudicada, em relação a outros bairros, nesse aspecto: o Metrô lança linhas de integração, via ônibus, com todos os bairros da cidade, mas recusa-se a criar uma linha aqui na Ilha; Olaria e Penha, bairros próximos, da Leopoldina, têm, há muitos anos, linhas de ônibus diretas para a Zona Sul - e a Ilha não tem uma única dessas linhas; as duas empresas de ônibus que servem à Ilha, Ideal e Paranapuan, prestam um serviço muito ruim, tanto que propiciaram o aparecimento de kombis, oficiais e piratas, que trazem um verdadeiro caos ao bairro. Ao nosso ver, essa idéia lançada pela Supervia enquadra-se perfeitamente no espírito das PPP, Parcerias Público-Privadas, idealizadas pelo Presidente Lula. O que falta então para implementá-la? - indagou o jornalista.



FERNANDO MALHEIROS, diretor da universidade estácio de sá
CORONEL CÉLIO PEDROSA, COMANDANTE DO 17º BPM
DÉBORA MELLO
(COMUNICAÇÃO SOCIAL DA INFRAERO)
CLAUS BERNSMULLER, PRESIDENTE DA
ONG SERPAC
FRANCISCO FILARDI, ENGENHEIRO E
COMERCIANTE
ANTONIO AUGUSTO DE ABREU, PRESIDENTE DA PORTUGUESA CARIOCA
ZAEL PEDRO MOLINA SANCHES, presidente do lions ilha
RAIMUNDO NONATO, COMERCIANTE E
LÍDER SINDICAL
O QUE É:
Conheça o projeto na íntegra, acessando as edições dos meses de dezembro e janeiro no site do Jornal
GOLFINHO: www.jornalgolfinho.com.br
 
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