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 Edição Janeiro de 2010
  A PALAVRA DO COMODORO
 
Cuidar do meio ambiente é dever de todos nós
   

Toda a imprensa informou, pormenorizadamente, sobre a Conferência do Clima realizada recentemente em Copenhague, patrocinada pela ONU. Tanto os países desenvolvidos quanto os emergentes e os mais pobres concordam, teoricamente, que muitas providências têm que ser tomadas diante da calamidade que é o aquecimento global, o desmatamento, o derretimento das geleiras, a elevação desmedida das marés, os furacões, as enchentes... e outros fenômenos que vêm apavorando as pessoas conscientes e que se preocupam com o mundo que vão deixar para seus filhos e netos..
O problema é que, de concreto, absolutamente nada foi decidido. Apesar dos esforços de grupos ecológicos e de ONGs ambientalistas, os governantes resistiram, desconversaram, com cada um agarrando-se a seus pontos de vista inamovíveis - e não se chegou a um consenso quanto ao percentual de gases emanados que é imperioso diminuir.
É necessário que os habitantes da Terra, independentemente dos países em que vivam, conscientizem-se da grave ameaça que o aquecimento global representa para a vida do planeta e, consequentemente, pressionem as autoridades governamentais para que tomem providências sensatas e urgentes, a curto, a médio e a longo prazo, para reverter esse quadro assustador. Mais do que isso: é necessário que cada pessoa faça também a sua parte, individualmente, em benefício do meio ambiente.
Recentemente, a população carioca foi colocada frente a frente com um problema que a cada dia se torna mais dramático e preocupante: a enorme quantidade de lixo jogada em via pública pelos próprios moradores desta cidade, cantada em verso e prosa como Cidade Maravilhosa. Mas maravilhosa como, se nossas calçadas, independentemente se no Centro, na Zona Norte ou na Zona Sul, mais se parecem com lixeiras? Maravilhosa no que toca à Natureza, sem dúvida nenhuma. O Criador estava realmente inspirado quando esculpiu o Rio de Janeiro, entre mares e montanhas. Nossa beleza, realmente, é incomparável. Mas nosso povo - e aqui incluo os cariocas e os irmãos de outras cidades e estados, que escolheram o Rio para viver - vem se portando de maneira muito mal educada, maltratando nossas ruas, praças, praias, rios, encostas, florestas. O que se joga de guimba de cigarro no chão, com a maior sem-cerimônia, é espantoso! E também sacos plásticos, tampinhas de refrigerantes e cervejas, copos descartáveis, prospectos de propagandas, etc. Quando chove mais forte, as galerias, entupidas, não dão vazão à quantidade de água que desaba. Nos morros, muitas casas desabam em função do lixo descartado indevidamente em qualquer lugar, causando tragédias e muitas dores às famílias. Recentemente, o Prefeito Eduardo Paes teve até de ameaçar não recolher, por apenas um dia, o lixo jogado nas ruas pela população, para que pudéssemos ter a exata noção desse descalabro.
Em breve, sediaremos a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Não basta que tenhamos estádios monumentais, praias maravilhosas, transporte eficiente, uma boa rede de hotéis, um povo anfitrião e alegre. É fundamental também que nossas ruas e praças sejam limpas, higiênicas, saudáveis. E isso, decididamente, não depende só dos governos.
Vamos conversar sobre isso uns com os outros? Vamos colocar esse assunto em pauta, fazendo dessa campanha uma agenda pró-ativa? O carioca é inteligente e sabe que esse quadro negativo pode ser perfeitamente revertido, com esforço, conscientização e parceria entre governo e povo. Afinal, o Rio de Janeiro merece!


JOSÉ DE MORAES CORREIA NETO
Comodoro

 
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