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 Edição Janeiro de 2010
 
Lei antifumo: 98% dos insulanos pesquisados se declaram a favor

58% CREEM QUE VAI DIMINUIR O NÚMERO DE FUMANTES; 67% NÃO LEVAM FÉ A FISCALIZAÇÃO; E, MESMO ENTRE OS FUMANTES, 81% ACHAM A LEI CORRETA

A maioria esmagadora (92%) dos moradores da Ilha do Governador é favorável à Lei 5.517, conhecida como Lei Antifumo, aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e sancionada pelo Governador Sérgio Cabral, tendo entrado em vigor dia 18 de novembro.
Os repórteres do Jornal GOLFINHO saíram às ruas para ouvir a opinião dos moradores da Ilha, de ambos os sexos, fumantes e não fumantes, de diversas idades, profissões e nível educacional. E constataram que a aprovação é grande até no seio dos entrevistados que declararam ser fumantes: 81% das 100 pessoas ouvidas. Entre os não fumantes, o índice é ainda maior: 94%.
Remando contra a opinião majoritária, apenas 8% dos entrevistados declararam, com personalidade, serem contrárias ao espírito da lei. Gente como Sônia de Andrade, de 65 anos, do lar, moradora da Portuguesa, e Maria José dos Santos, 44, residente no Tauá, costureira, ambas fumantes; e até não fumantes, como o fisioterapeuta Artur de Souza, 29, o empresário Lodson Correa Espinoza, 32, morador do Jardim Guanabara, e o aposentado Arnaldo Pires, de 70 anos, residente no Village. Em comum, o mesmo discurso: as pessoas são livres e devem poder fumar onde bem quiserem.
Outra constatação importante é que, na Ilha do Governador, tem mais mulheres fumantes (22%) do que homens (10%). E, de maneira geral, os insulanos têm perspectivas otimistas: 58% acreditam que a Lei Antifumo vai fazer com que diminua, a médio prazo, o número de fumantes, enquanto 67% têm esperanças de que a fiscalização da Vigilância Sanitária atue realmente, inspecionando tanto restaurantes e outros estabelecimentos comerciais quanto veículos de transporte público. As multas podem variar entre R$ 3 mil e R$ 30 mil.
Pelo telefone 0800-0220022 podem se tirar dúvidas ou se fazer denúncias ou sugestões.


JULIANA DOS SANTOS, 23 ANOS, TRABALHA NO ILHA PLAZA, COMO AUXILIAR ADMINISTRATIVA, NÃO FUMA E É A FAVOR DA LEI, MAS NÃO ACREDITA QUE HAVERÁ
FISCALIZAÇÃO

JORGE LUIZ, PSICÓLOGO, 41 ANOS, MORADOR DA PORTUGUESA É EX-FUMANTE, CONCORDA INTEGRALMENTE COM A LEI E ACREDITA QUE ELA FARÁ COM QUE O NÚMERO DE PESSOAS QUE FUMAM DIMINUA

MARIA DE LOURDES LEONÇO, 46 (DO LAR, MORADORA DO JARDIM CARIOCA), FUMOU DOS 8 AOS 40. PAROU DE FUMAR, MAS É CONTRA A LEI, PORQUE CRÊ QUE AS PESSOAS DEVAM TER ESSE DIREITO

CRISTIANE LIMA, 31, AUXILIAR ADMINISTRATIVA, FUMA, MAS DEFENDE A LEI. ACHA QUE O NÚMERO DE FUMANTES DIMINUIRÁ, MAS NÃO CRÊ QUE HAVERÁ FISCALIZAÇÃO

LUAN SANCHES COSTA MARTINS, ESTUDANTE, 17, RESIDENTE NO JARDIM GUANABARA, NÃO FUMA E DEFENDE A LEI, "PORQUE O CIGARRO FAZ MAL À SAÚDE, DA PRÓPRIA PESSOA E DOS OUTROS".

SAVANNAH DIAS, 47, PRODUTORA DE
EVENTOS RESIDENTE NA PORTUGUESA, É
FUMANTE E DEFENSORA DA LEI: "QUEM NÃO FUMA TEM O DIREITO DE NÃO QUERER SER UM FUMANTE PASSIVO"


FRANCISCO ALVES, 57, MORADOR DO JARDIM GUANABARA E SUBGERENTE DE RESTAURANTE NÃO FUMA E DEFENDE A LEI: "ACHO UMA FALTA DE RESPEITO AS PESSOAS FUMAREM NA FRENTE DE NÃO FUMANTES"


EVANGELINA SOUZA, 36, ATENDENTE DE
CONSULTÓRIO DENTÁRIO E MORADORA DO GALEÃO, É NÃO FUMANTE E DEFENDE A LEI, MAS DUVIDA QUE A VIGILÂNCIA SANITÁRIA VÁ FISCALIZAR DE FATO


MARCELE ANDRADE, 29, MORADORA DA
PORTUGUESA, ATENDENTE, PAROU DE FUMAR HÁ POUCO,
QUANDO FICOU GRÁVIDA. É A FAVOR DA LEI ANTIFUMO


A PESQUISA GOLFINHO FOI REALIZADA NA ESTRADA DO GALEÃO

METODOLOGIA
A Pesquisa Golfinho ouviu, no dia 16 de novembro, 100 moradores da Ilha do Governador (52 mulheres e 48 homens), de diversas faixas etárias e econômicas.

 
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