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O jornal golfinho parabeniza todas as categorias e demais pessoas que têm, neste mês
de JANEIRO, suas datas comemorativas. Através das entrevistas abaixo, quEremos
estender nossos cumprimentos aos demais profissionais que se enquadram nesses
casos. E você, leitor, não se esqueça de cumprimentar, nesses dias, esses companheiros.
8 DE JANEIRO
DIA DO FOTÓGRAFO
Foi através de seu padrasto, João Mendes - um fotógrafo de renome, que durante muitos anos atuou na imprensa do Rio de Janeiro e na Infraero - , que Marcus Melgar se iniciou também na mesma profissão. Só que Marcus, morador do Jardim Guanabara e com 42 anos, na adolescência sonhava mesmo era em tocar guitarra em uma banda de rock. E até conseguiu, integrando o grupo Surfista Prateado na década de 90. Mas sua paixão pela fotografia acabou falando mais alto e ele se aprofundou nessa arte. Em 2006, fez um trabalho voluntário para a Igreja Messiânica e, um ano depois, viajava para o Japão, já contratado pela Fundação Mokiti Okada, dessa igreja. A partir daí, surgiram trabalhos na África do Sul e em Angola, além de um emprego na área esportiva, cobrindo partidas de beach soccer.
- O fotógrafo precisa estar sempre em busca do melhor ângulo e se especializar em um determinado tema - ensina Marcus, que deve publicar um livro com as fotos que fez durante sua estada em Angola.
20 DE JANEIRO DIA DO FARMACÊUTICO
Recém-formada no curso de Farmácia da Unigranrio, Karla Rodrigues Vieira, 30 anos, é a responsável pela DrogaMax, na Estrada da Cacuia, 347. Pela Lei 5.991, de 1973, é obrigatória a presença de um farmacêutico nesses estabelecimentos. Entre suas funções, tirar dúvidas dos clientes, relacionar-se com os fornecedores e controlar o estoque, principalmente quanto às condições e validade.
Antes de cursar a faculdade, Karla já trabalhava em uma farmácia de manipulação, em Duque de Caxias, mas, curiosamente, dizia que não tinha vontade de trabalhar como farmacêutica. Mas, com o passar do tempo, após conhecer melhor a profissão e as possibilidades de atuação, como as áreas hospitalar, industrial e de alimentos, mudou radicalmente de ideia. Assim que entrou para a faculdade, Karla ganhou uma promoção na farmácia em que trabalhava: eram já os bons ventos da profissão que começavam a soprar.
- Daqui para a frente quero me especializar ainda mais. Quero me aprofundar na homeopatia, que tem um potencial não totalmente explorado - explica.
24 DE JANEIRO DIA DO APOSENTADO
Jorge Linque Grillo, 68 anos, morador do Jardim Guanabara, está aposentado há 13 anos. Durante 36 anos trabalhou como mecânico de avião e engenheiro de vôo, na Varig. Ele teve de se aposentar mais cedo do que desejava, aos 55 anos, devido a um aneurisma.
- Comecei na Varig aos 16 anos, amava muito a minha profissão. Sempre fui muito atuante no âmbito da AMVVAR, a Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig, que existe até hoje, há 40 anos, apesar do fim da Varig, como uma instituição social beneficente, com 6 mil associados. E até hoje participo ativamente da AMVVAR - explica Grillo.
Ele lamenta que a situação dos aposentados no Brasil seja muito difícil, “porque o reajuste da aposentadoria não acompanha o crescimento do custo de vida, justamente quando se precisa mais de remédios e tratamento de saúde”:
- Muitos aposentados, especialmente os que trabalharam na Varig, enfrentam grandes dificuldades, até porque o Aerus, fundo complementar de previdência, para o qual contribuímos a vida toda, não está honrando com os seus compromissos - desabafa.
25 DE JANEIRO DIA DO CARTEIRO
Diego de Carvalho, 30 anos, mora na Praia da Bandeira (Tijolinhos) e é carteiro:
- Em 2001, havia uma crise muito grande de empregos. Fiz o concurso público para os Correios e, por estar bem preparado, fui aprovado e contratado. É um trabalho bom, temos uma certa estabilidade, benefícios e estamos sempre conhecendo pessoas. E, de uma forma ou de outra, somos mensageiros de notícias, boas ou ruins, mas notícias de que o destinatário precisa saber. Nosso trabalho é muito importante.”
Entre os percalços da profissão, Diego cita as célebres corridas que os carteiros levam de cachorros, o risco de estar sempre no meio do trânsito, as numerações irregulares de residências e os assaltos:
- Além disso, nós, que estamos sempre trabalhando debaixo de sol ou de chuva, tivemos este ano um aumento de apenas 6%, enquanto os deputados federais se deram um aumento de mais de 60%. Isso não é justo! - afirma.
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